As prefeituras do Rio Grande do Norte gastaram R$ 53,9 milhões no Carnaval de 2026, segundo dados do Painel Festejos (TCE/MPRN), levando em consideração o período de 11 a 18 de fevereiro.
Só Natal, foi responsável por nove dos dez maiores cachês pagos no estado.
Enquanto o interior aposta na tradição dos trios elétricos, Natal jogou o peso do seu orçamento na contratação de estrelas nacionais, garantindo quase o monopólio das atrações mais caras da folia potiguar.
Dos dez artistas mais bem pagos pelas prefeituras potiguares na semana oficial, apenas um não foi contratado por Natal. O ranking é liderado isoladamente por Wesley Safadão, que recebeu R$ 1,2 milhão por sua apresentação na capital.
O único “intruso” no Top 10 dominado por Natal foi o cantor Xand Avião, contratado pela prefeitura de Apodi por R$ 750 mil. O valor pago a Xand no carnaval de Apodi superou o seu próprio cachê de janeiro (R$ 600 mil em Caraúbas), evidenciando a inflação dos preços durante os dias de folia.
Confira o ranking dos caches mais caros do Carnaval 2026 (11 a 18/02):
- Wesley Safadão (Natal): R$ 1,2 milhão
- Xand Avião (Apodi): R$ 750 mil
- Natanzinho Lima (Natal): R$ 750 mil
- Tony Salles (Natal): R$ 700 mil
- Raça Negra (Natal): R$ 650 mil
- Xanddy Harmonia (Natal): R$ 650 mil
- É o Tchan (Natal): R$ 600 mil
- Carlinhos Brown (Natal): R$ 600 mil
- Mari Fernandez (Natal): R$ 550 mil
- Luiz Caldas (Natal): R$ 500 mil
O cruzamento de dados mostra que Natal e o interior jogam campeonatos diferentes. A prefeitura investiu na descentralização através de polos (Ponta Negra, Petrópolis, Redinha). O foco é no cachê artístico para segurar o morador na cidade e atrair turistas. O retorno econômico foi de R$ 18,83 para cada R$ 1 investido, injetando R$ 338,9 milhões na economia local.
Embora ocupem o 2º e 3º lugar no ranking de gastos totais (R$ 7,1 mi e R$ 3,7 mi, respectivamente), o investimento é drenado pela logística. Nessas cidades, até 50% do orçamento é consumido por trios elétricos de grande porte, arena de shows e segurança, deixando menos margem para múltiplos cachês de elite.
