Não foi as mil maravilhas que as redes sociais do prefeito e o consórcio de mídia mostram, mas também não é um desastre.
Allyson Bezerra (UB) deixa uma gestão mediana com status de espetacular graças a uma estratégia de marketing bem-sucedida e uma oposição omissa na maior parte dos cinco anos e três meses a frente dos destinos de Mossoró.
O grande acerto da gestão de Allyson foram as obras de mobilidade urbana como a duplicação das pontes da Avenida Presidente Dutra e a construção do Complexo Viário 15 de março que liga as BRs 110 e 304.
Mas o prefeito deixou a desejar em vários pontos.
A começar pelo péssimo tratamento dado aos servidores municipais que tiveram que lidar com situações humilhantes. Quem vive o dia a dia de Mossoró dificilmente escuta um servidor de carreira falar bem do agora ex-prefeito.
A educação teve uma realidade de sucateamento contrastada com o marketing da “Cidade da Educação” que escamoteia o mau desempenho no Ideb com o recorte imaginário de que delimita o índice relacionado a Mossoró a uma disputa com Natal e Parnamirim.
De positivo alguns programas para evitar a evasão escolar como o “Jovem do Futuro”.
A saúde foi um caos inexplorado pela oposição. O setor odontológico é completamente abandonado. A saúde mental ganhou um CAPS moderno no Nova Betânia, mas no geral a situação é de abandono. Nas UBS, a sensação de descaso é enorme sobretudo na Zona Rural. O mesmo vale para as UPAs.
Allyson deixa o cargo acumulando escândalos e situações suspeitas. Se tornou o único prefeito de Mossoró a receber a visita da Polícia Federal em sua casa em pleno exercício do mandato e deixou uma série de situações sem a explicação devida.
Vai para disputa ao Governo do Rio Grande do Norte com status de favorito pelo carisma e capacidade de mobilização nas redes sociais.
Também fiz uma análise em vídeo. confira:
