Contraponto: empresário explica que alteração no Plano Diretor não vai gerar inflação de preços no Minha Casa Minha Vida

Foto: reprodução/Jornal De Fato

Um empresário cuja identidade o Blog do Barreto vai preservar a pedido entrou em contato para explicar por que as mudanças do Plano Diretor de Mossoró não vão provocar uma onda inflacionária nas obras da faixa um do Minha Casa Minha Vida, a mais popular do programa.

Em uma conversa em que apresentou o mapa a reportagem, ele explicou que as áreas reduzidas são as que estão em situação crítica como o entorno da fábrica de cimento que causa poluição e do aterro sanitário. Ou as que avançaram dentro de assentamentos rurais.

O empresário tem um cálculo a partir dos últimos cinco anos em que foram construídas em média 913 casas/ano em Mossoró na faixa 1.

A partir desse dado, ele explica que com o novo Plano Diretor ficarão disponíveis 3.200 hectares de terras que viabilizam a construção de até 153 mil casas. Só no entorno do Nova Mossoró é possível construir 11 mil casas. “Ao dividir pela média de 913 casas por ano, se chega ao absurdo número de 168 anos. Mesmo dobrando a média (como se o programa estivesse sempre no ápice), teríamos terrenos para 84 anos de faixa 1 do MCMV. Se incluirmos as demais faixas do programa com lotes poucos maiores, lotes comerciais, etc, teria terra para pelo menos 50 anos de MCMV em todas as suas faixas”, avaliou.

Em verde o plano diretor de 2006; em vermelho o com as alterações entre 2009 e 2012; em amarelo a proposta que tramita na Câmara.

Ele disse ainda que a conta exclui o Bela Vista, onde há projeto efetivo para 6 mil casas do MCMV nos faixas dois e três. “Tem terra sobrando para todo lado”, frisa.

Segundo ele relatou, a Prefeitura de Mossoró argumenta que a redução do perímetro urbano visa reduzir a expansão desordenada da cidade, dar condições de os melhores terrenos absorveram a faixa um do MCMV e manter as pessoas próximas dos centros urbanos.

Ele explica ainda que no cenário mais conservador há 22% de espaços urbanos disponíveis em Mossoró.

Sobre as alterações em relação ao plano diretor atual, a proposta que tramita não altera significativamente com a redução limitada a três áreas.

Confira:

🟢BR 304 (saída p/ Natal): Não houve redução

🟢BR 110 (saída p/ Upanema): Não houve redução

🟢BR 117 (saída p/ Gov. Dix-Sept-Rosado): Houve um pequeno ajuste por análise técnica de capacidade construtiva

🟢REGIÃO DA FÁBRICA NASSAU: Houve redução p/ retirada da fábrica e do seu entorno

🟢RN 015 (saída p/ Baraúna): Não houve redução

🟢REGIÃO ATRÁS DO PARTAGE: Houve redução p/ retirada do assentamento Boa Esperança

🟡ESTRADA DE ALAGOINHA: Houve redução p/ contenção do espraiamento urbano insustentável

🟡BR 304 (saída p/ Tibau): Houve redução p/ contenção do espraiamento urbano insustentável

🟢🟡REGIÃO DEPOIS DA PELONHA: Houve Redução p/ retirada do assentamento Sítio Carmo, e p/ contenção do espraiamento urbano insustentável.