O clima entre o senador Styvenson Valentim (PSDB) e a cúpula da Polícia Militar do Rio Grande do Norte atingiu um novo nível de tensão nesta semana. Após declarações do parlamentar na cidade de Parelhas, onde afirmou que os oficiais da corporação “não trabalham”, a Associação dos Oficiais Militares do RN (ASSOFME) reagiu publicamente com uma série de postagens expondo a vida funcional e judicial do próprio senador.
Durante visita ao interior do estado, Styvenson, que é capitão da reserva da PM, teceu críticas severas à produtividade dos oficiais da ativa. A fala foi recebida como uma “ofensa institucional” pela categoria, que rapidamente mobilizou suas redes sociais para contra-atacar.
Em uma sequência de cinco cards publicados em seu perfil oficial, a ASSOFME utilizou dados técnicos e números de processos para questionar a coerência do senador. A associação destaca que Styvenson cumpriu apenas 15 anos de serviço ativo na PM, de um total de 30 anos exigidos para a aposentadoria integral à época.
Pela legislação militar, ao ser eleito com mais de 10 anos de serviço, o oficial vai para a reserva com remuneração proporcional ao tempo trabalhado. No caso do senador, ele recebe cerca de 50% do soldo de capitão.
A Polêmica do “Salário Integral”
O ponto mais sensível da reportagem publicada pela associação diz respeito ao processo judicial nº 0830786-33.2019.8.20.5001. Segundo a ASSOFME, o senador, “irresignado” com o valor proporcional, teria acionado a Justiça para tentar receber o salário integral (100%), como se tivesse trabalhado os 30 anos completos.
A postagem da associação afirma categoricamente:
“A justiça, claro, não concedeu essa moleza. Afinal, quem realmente quer ganhar sem trabalhar?”
Reação e Contexto
A publicação encerra com imagens de oficiais em operações recentes, como a “Operação Impacto” e o policiamento do “Mossoró Cidade Junina 2025”, buscando contrastar o trabalho da tropa com a tentativa judicial do senador.
O embate revela um racha profundo. De um lado, Styvenson mantém seu discurso de fiscalização rígida e críticas à gestão da segurança pública; de outro, os oficiais acusam o senador de usar a instituição como “escada política” enquanto busca benefícios pessoais que nega aos colegas de farda.
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