O vereador Cabo Deyvison em um ano de mandato mudou de patamar e se tornou um dos políticos mais populares do Rio Grande do Norte nas redes sociais.
Após um início titubeante entre ser governo ou oposição, ele ganhou projeção fazendo um contraponto bem-humorado ao prefeito Allyson Bezerra (UB).
Na medida em que elevou o tom, se tornou referência.
Chegando a reta final para definir um rumo partidário e participar das eleições ele escolheu o pior caminho.
Explico!
Ele tinha três rumos: 1) ir para o PSDB onde teria paz e liberdade, mas estaria numa nominata de deputado federal reduzida; 2) se alinhar com um partido da base da governadora Fátima Bezerra (PT), mas isso colocaria ele em rota de colisão com sua base militar; 3) se alinhar ao bolsonarismo filiando-se ao PL e correr o risco de decepcionar um eleitorado que vota fielmente no presidente Lula da Silva (PT).
Ele escolheu a terceira e a pior alternativa e isso vai além do que escrevi no parágrafo acima.
Deyvison tem um discurso de defesa do povo da periferia e combate ao coronelismo. Ele vai apoiar o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) para o Governo do RN e será liderado do senador Rogério Marinho.
Álvaro é considerado um dos últimos coronéis da política potiguar. Rogério é avesso a qualquer proposta que melhore a vida dos trabalhadores, sempre classificando como “retrocesso” e “populismo”.
A desconexão entre o que ele disse no vídeo e os dois políticos do PL foi gritante no vídeo que circulou nas redes sociais no final de semana.
Cabo Deyvison fez a pior escolha.
