Letramentos que brotam na luta pela terra no MST

Foto: divulgação

No “Projeto de letramento: a caminho da terra”, trabalhadores e trabalhadoras rurais do Acampamento José Alves da Silva (Santa Maria/RN), em processo de alfabetização, a partir da leitura de charges sobre o MST, produziram seus próprios textos se posicionando sobre a luta pela terra. No processo de letramento crítico, os trabalhadores ganham voz e defendem seus direitos, exercendo sua cidadania.

Na primeira charge, a leitura de mundo dos alfabetizandos critica o uso de agrotóxicos nos alimentos. Eles afirmam ser contra o uso de agrotóxicos e defendem a agroecologia como um caminho para a produção de alimentos saudáveis para a sustentabilidade.

Na segunda charge, a resistência não se faz apenas com a enxada, mas com a palavra: os trabalhadores e trabalhadoras rurais defendem um saber que não aceita o lucro como medida de todas as coisas e que coloca a solidariedade e a dignidade no centro da mesa, provando que a função social da terra é, antes de tudo, alimentar a esperança e o povo. Na luta pela terra, ao dizerem a sua palavra, os alfabetizandos argumentam em defesa da terra e da vida no processo de conscientização política, seguindo princípios da Pedagogia Crítica de Paulo Freire.