Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o ex-secretário estadual da fazenda Cadu Xavier (PT) expôs o que classificou como uma “incoerência profunda” e “desconhecimento” por parte do ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB), que será seu adversário na disputa pelo Governo do RN.
Allyson criticou o ambiente de negócios potiguar numa entrevista em Macaíba e, logo em seguida, visitar uma indústria que é beneficiária direta do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI).
A peça de comunicação exibe um contraste imediato. Primeiro, Allyson aparece em uma entrevista afirmando que o Rio Grande do Norte estaria perdendo empresas e indústrias para estados vizinhos, como Paraíba e Ceará. Contudo, em um corte seguinte, o próprio ex-prefeito surge visitando as instalações de uma grande indústria em solo potiguar, elogiando a geração de emprego e renda no local.
Para Cadu, a cena é emblemática: “Gente, isso aqui mostra o quanto esse rapaz é desinformado ou age de má-fé”, disparou.
Cadu lembrou que a empresa visitada não apenas está no estado, como é um dos pilares do PROEDI (Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial), reformulado na gestão da Governadora Fátima Bezerra para garantir competitividade frente ao Nordeste.
“Mais do mesmo com roupa nova”
Cadu encerrou sua crítica enfatizando que os incentivos fiscais do Rio Grande do Norte são, hoje, os mais modernos da região. “O governo já incentiva! Nós criamos o PROEDI. O senhor é ‘mais do mesmo’ numa roupa nova. Esse Rio Grande do Norte que você falou na entrevista é o Rio Grande do Norte da época dos governantes que estão no seu palanque”, concluiu.
A estratégia do governo agora é focar na tecnicidade: mostrar que a união entre incentivo fiscal (PROEDI) e infraestrutura física (doação de lotes industriais) tem sido a fórmula para manter indústrias que a oposição alega estarem de saída.
Quem é a empresa citada?
Para além do discurso político, os dados técnicos da operação industrial citada reforçam a tese de que o estado tem sido ativo na retenção e atração de investimentos.
A empresa em questão opera no Centro Industrial de Macaíba (CIM) e possui um complexo que desmente a tese de “fuga” industrial.
De acordo com informações levantadas pelo Blog do Barreto, a estrutura conta com dois lotes estratégicos que somam mais de 50 mil m²:
- Tanlux (Lote 17a): Com uma área de 25.390,68 m², a unidade já está devidamente escriturada, o que significa que a empresa cumpriu todas as metas de construção e operação exigidas pelo Estado.
- Unidas SM (Lote 17b): Com área idêntica de 25.390,68 m², o processo de doação onerosa já foi iniciado, sinalizando um plano de expansão contínuo.
Ao todo, as duas unidades de produção são responsáveis pela manutenção de 250 empregos diretos, número que, segundo especialistas, gera um efeito multiplicador na economia local de Macaíba e da região metropolitana de Natal.
