A eleição se aproximando e o bolsonarismo potiguar segue se comportando como se estivesse em Santa Catarina, estado famoso por ser o mais direitista do país.
Há uma semana Álvaro Dias (PL) andou falando em privatizar ou federalizar a Uern, provocando uma forte reação negativa em Mossoró.
Lá em Santa Catarina o governador Jorginho Mello (PL) torrou R$ 1,2 bilhão em um programa que fortalece as universidades privadas e sancionou uma lei que proíbe cotas raciais em universidades.
Aí, na terça-feira, o senador Rogério Marinho (PL) vira assunto ao dizer que o chapéu de couro, um símbolo nordestino usado pelo ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB), é “esquisito”.
Em Santa Catarina são recorrentes os casos de preconceito contra nordestinos e a Prefeitura de Florianópolis chegou a criar um serviço para mandar embora quem desembarca na cidade atrás de trabalho, que ganhou o apelido de “ICE de Floripa”, numa referência ao violento serviço de perseguição a imigrantes do presidente dos EUA Donald Trump.
O bolsonarismo potiguar está descolado da realidade do eleitor que ele tenta conquistar.
