Alexandre Lima cita posição de deputados do RN sobre fim da escala 6×1 como exemplo da necessidade de mudança de perfil da bancada

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O ex-secretário estadual de Agricultura Familiar e pré-candidato a deputado federal, Alexandre Lima (PT), utilizou suas redes sociais para manifestar forte oposição a uma recente emenda apresentada por políticos de direita que bagunça a proposta que acaba com a escala 6×1.

A proposta original, enviada pelo governo federal, prevê a instituição da escala 5×2 (cinco dias de trabalho por dois de descanso) sem que haja redução nos salários dos trabalhadores. No entanto, segundo Lima, a modificação proposta pelo centrão e o bolsonarismo estende os prazos e adia a consolidação do benefício.

“A Câmara dos Deputados acabou de aprovar uma alteração nessa PEC, imagine vocês, para estender a possibilidade de tempo trabalhado, prorrogando por 10 anos a instituição dessa escala 5 por 2”, criticou o pré-candidato.

Alinhamento político

Gravado dentro de um veículo em movimento, o pronunciamento de Alexandre Lima reforçou seu alinhamento com a agenda do governo federal e subiu o tom contra a atual representação bancada do Rio Grande do Norte no Congresso.

De acordo com o ex-secretário, o cenário de votações em Brasília reflete uma desvantagem constante para as pautas trabalhistas no estado. Ele apontou que o placar frequentemente se desenha em “6 a 2 contra a classe trabalhadora” na bancada potiguar, sinalizando a necessidade de renovação política nas próximas eleições.

Apelo ao eleitorado

Ao final de sua fala, Lima defendeu que a única forma de garantir o avanço de propostas benéficas aos assalariados é eleger representantes genuinamente alinhados com a base governista e com os direitos laborais.

“Nada mais importante do que elegermos deputados federais comprometidos com o projeto do governo e que sejam dos trabalhadores e das trabalhadoras. Reafirmamos a importância da aprovação da jornada 5 por 2 sem redução de salário”, concluiu.

A discussão sobre a flexibilização e redução da jornada semanal segue como um dos temas centrais do debate político nacional, dividindo opiniões entre setores empresariais e movimentos sindicais.