Na última quarta-feira foi divulgado o resultado de 2026 do Índice de Progresso Social (IPS) que avalia a qualidade de vida nos mais de cinco mil municípios brasileiros.
Os números são estarrecedores para Mossoró e desnudam a imagem de cidade em pleno desenvolvimento que o ex-prefeito Allyson Bezerra (UB) tenta passar ao Rio Grande do Norte em sua cruzada eleitoral para ser governador.
Entre 2024 e 2026, a cidade caiu 50 posições no Estado e incríveis 1.108 em nível nacional.
Há dois anos, Mossoró era a 28ª cidade potiguar no ranking da IPS. Agora é a 78ª. Em nível nacional saiu de 1.950ª para 3.058ª.
Em dois anos a nota geral do município caiu de 60,11 para 59,94.
Mas quais fatores contribuíram para esse tombo de Mossoró? A cidade perdeu qualidade de vida na saúde ficando estagnada no atendimento à saúde básica, subnutrição e cobertura vacinal, outras cidades avançaram.
Na economia, a melhora do PIB per capita da cidade que saltou de R$ 30.730,89 (no relatório de 2024) para R$ 37.057,24 (no relatório de 2026) contrasta a perda de 1.393 vagas de empregos.
Some-se a isso, a cidade caiu na avaliação em inclusão social e direitos individuais assim como em meio ambiente. A cidade despencou para a posição 3.399, uma perda de mais de 2.200 colocações no ranking nacional de saneamento e abastecimento de água.
Enquanto, Allyson faz marketing no estilo “Mossoró Cidade da Educação”, o IPS mostra que os alertas emitidos pelo Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado (TCE) estavam com a razão.
A falta de vagas ajudou a fazer Mossoró perder espaço no ranking de qualidade de vida. Na educação, a gestão de Allyson foi avaliada em temas como abandono escolar, evasão e notas do Ideb. A pontuação encolheu de 66,00 para 65,47. A posição no ranking nacional também piorou, passando de 1.737ª para 1.952ª.
