Justiça converte em prisão preventiva detenção de suspeitos de atentado contra Cabo Deyvison que vitimou o assessor Alyson Dyego

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Uma resposta rápida e coordenada das forças de segurança do Rio Grande do Norte e do Ceará resultou na prisão de José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel da Silva Freitas. Eles são apontados como os autores do violento atentado ocorrido na noite do dia 15 de junho de 2026, por volta das 21h40, no bairro Alto de São Manoel, em Mossoró (RN).

O alvo da ação criminosa foi o agente de segurança pública e vereador Cabo Deyvison (PL). Na mesma ocasião o assessor do parlamentar, Alysson Dyego de Oliveira Moraes não resistiu aos ferimentos e foi a óbito. A prisão em flagrante da dupla foi homologada e convertida em preventiva pela Justiça.

Os criminosos se aproximaram da Unidade Básica de Saúde do bairro Alto de São Manoel a bordo de um veículo Toyota Corolla preto. De forma audaciosa, efetuaram diversos disparos de arma de fogo em pleno estabelecimento público de acolhimento médico. O ataque culminou no homicídio qualificado consumado de Alisson Diego e na tentativa de homicídio contra o Cabo Deyvison. O magistrado do caso destacou o “total desprezo pela vida humana e pela segurança coletiva” demonstrado pelos criminosos ao escolherem uma unidade de saúde como cenário para a execução.

Fuga Interestadual

Após os disparos, os acusados iniciaram uma fuga desesperada. Diante de problemas mecânicos, o Toyota Corolla foi abandonado perto de uma área de mata, onde a Polícia Militar local posteriormente localizou um colete balístico. Os criminosos seguiram a pé pela vegetação durante a madrugada.

Na manhã seguinte, por volta das 06h, a dupla invadiu a residência de um casal em Mossoró. Sob forte ameaça, eles roubaram o carro dos moradores para se deslocarem até o Distrito de Maísa (RN). O proprietário do imóvel, Gilvan da Costa, foi sequestrado e mantido em cárcere privado no banco traseiro do próprio veículo, com a cabeça coberta por um capuz durante todo o trajeto. Após ser libertado no distrito vizinho, o cidadão acionou as autoridades. O casal reconheceu formalmente os criminosos por meio de fotografias.

Interceptação

Com a rota de fuga identificada, uma operação conjunta e ininterrupta das polícias interestaduais passou a monitorar os suspeitos, que cruzaram a divisa rumo ao Ceará. A interceptação ocorreu na rodovia entre os municípios de Fortim e Beberibe (CE), quando a dupla viajava em um táxi com destino a Fortaleza.

No momento exato da abordagem policial, Vinícius Gabriel tentou destruir o próprio aparelho celular. Para a Justiça, o ato consistiu em um claro indício de tentativa de eliminação de provas. Além disso, laudos periciais de confronto papiloscópico confirmaram a presença das digitais de Vinícius na lataria do Corolla preto abandonado logo após o atentado.

Decisão Judicial e Manutenção da Prisão

Os flagranteados foram submetidos a uma audiência de custódia virtual conduzida pelo 7º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias da Comarca de Maracanaú (CE). A defesa técnica pleiteou o relaxamento da prisão, alegando falta de elementos mínimos de autoria e apontando lesões corporais em Vinícius Gabriel. O juiz Victor Nogueira Pinho, no entanto, rechaçou os argumentos, avaliando que as escoriações são perfeitamente compatíveis com a fuga por área de mata fechada.

Ao converter a prisão em preventiva, o magistrado enfatizou a altíssima periculosidade e a audácia da dupla. Um dos envolvidos, José Antônio da Costa, já é inclusive condenado pela Justiça e possui histórico de execução criminal ativo.

“A manutenção dos flagranteados em liberdade traz sérios riscos à ordem pública, ante a gravidade concreta dos fatos (…), posto que os autuados perpetraram um homicídio qualificado consumado e uma tentativa de homicídio contra um agente de segurança pública dentro de uma Unidade Básica de Saúde, demonstrando total desprezo pela vida humana”, sentenciou o juiz.

A comarca cearense declinou da competência do processo, determinando o envio imediato dos autos para a Vara Criminal competente em Mossoró (RN), local onde os crimes principais foram consumados e onde continuará a tramitação da instrução processual do caso.