Bancada bolsonarista do RN vota contra urgência da lei que criminaliza a misoginia

Cinco deputados do RN votam a favor da urgência do PL que criminaliza misoginia; três votam contra

A bancada federal do Rio Grande do Norte se dividiu na votação do requerimento de urgência do Projeto de Lei 896/2023, que equipara a misoginia ao crime de racismo e torna a prática inafiançável e imprescritível. A urgência foi aprovada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (1º), por 293 votos favoráveis, 158 contrários e 3 abstenções.

A misoginia é o ódio, desprezo ou aversão contra as mulheres. O termo tem origem grega, da junção de miseó (ódio) e gyné (mulher). Embora o machismo se refira à crença na superioridade masculina, a misoginia é a manifestação prática desse pensamento em forma de violência, hostilidade ou preconceito contra o gênero feminino

Entre os oito deputados federais potiguares, cinco votaram a favor da tramitação acelerada da proposta: Benes Leocádio (União Brasil), Fernando Mineiro (PT), João Maia (PP), Natália Bonavides (PT) e Robinson Faria (PP).

Os três votos contrários foram dados pela bacanda bolsonarista do RN, composta pelos parlamentares do PL: Carla Dickson, General Girão e Sargento Gonçalves. A orientação nacional do PL também foi pelo voto “não” ao requerimento de urgência.

Com a aprovação da urgência, o PL 896/2023 poderá ser votado diretamente no Plenário, sem a necessidade de passar antes pelas comissões da Câmara. A proposta altera a Lei nº 7.716/1989 e o Código Penal para tratar de crimes praticados em razão de misoginia.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a relatora da matéria, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), deverá dialogar com as bancadas para construir um texto de consenso antes da votação do mérito.

Como votaram os deputados do RN

Deputado(a) Partido Voto
Benes Leocádio União Brasil Sim
Carla Dickson PL Não
Fernando Mineiro PT Sim
General Girão PL Não
João Maia PP Sim
Natália Bonavides PT Sim
Robinson Faria PP Sim
Sargento Gonçalves PL Não