Analisando em profundidade os números da pesquisa Seta num comparativo entre as duas últimas sondagens divulgadas (junho e julho), é possível concluir que o prefeito Allyson Bezerra (UB) tem um perfil bem definido em seu eleitorado: 70% é lulista.
Metade aprova o governo Fátima Bezerra (PT); a outra metade desaprova. Ou seja, cada grupo representa 35% do total de eleitores de Allyson.
É justamente para o eleitor que desaprova que ele acena nas entrevistas quando bate duro na petista, mas evita se posicionar sobre o presidente Lula da Silva (PT).
Mas onde há o risco de Allyson desidratar? É que o percentual do eleitor do prefeito de Mossoró que é lulista e aprova Fátima também é de 35% das suas intenções de voto. Isso dá uma fração de 12,3% em relação aos 35,9% de intenções de voto totais de Allyson. Em tese, o eleitor lulista que aprova Fátima é o mais propenso a ceder aos apelos de Lula para votar em Cadu.
A preço de hoje, se 100% do eleitor com esse perfil migrasse para Cadu na próxima pesquisa Seta, o petista saltaria para 29% e Allyson cairia para 23,6%.
Se isso vier a acontecer, Allyson será emparedado pela polarização e, como previu Álvaro Dias, o segundo turno seria entre um petista e um bolsonarista no Rio Grande do Norte.
Cruzamento voto presidente x aprovação de governo no voto em Allyson Bezerra
- Lulista × Aprova Fátima: 12,3%
- Lulista × Desaprova Fátima: 12,3%
- Bolsonarista × Desaprova Fátima: 3,1%
- Branco/nulo × Desaprova Fátima: 3,0%
- NS presidencial × Desaprova Fátima: 1,1%
- Lulista × Não sabe avaliar: 0,8%
- Franjas de direita (Renan, Caiado, Zema): 1,4%
- Aprovadores não-lulistas (bolsonarista/BN/NS × Aprova): 1,0%
- Residuais (desengajado total, Daciolo, Hertz etc.): 0,9%
- Votação total: 35,9%