O Rio Grande do Norte atingiu, em 2025, o seu melhor desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
A marca histórica, em vez de ser celebrada, foi alvo de uma onda de desqualificação com a informação distorcida de que os alunos da rede estadual passam de ano mesmo quando são reprovados.
Na verdade, há um sistema de dependência em que os alunos reprovados progridem para a série seguinte, mas precisam cursar novamente a disciplina em que reprovaram no ano anterior.
Dos 26 estados brasileiros, 23 adotam o sistema. Isso existe em escolas particulares desde o século passado, mas, no Rio Grande do Norte, virou um horror apenas para desqualificar o resultado.
A alegação é de que os alunos podem cursar até seis disciplinas em dependência. Dos 108.688 estudantes da rede estadual do RN, 377 (0,35%) cursam seis disciplinas e 520 (0,48%) cursam cinco. São percentuais irrelevantes para efeitos do índice.
No meio disso, há um silêncio sepulcral sobre o desempenho pífio da rede municipal de Natal no Ideb. É a pior capital do país no índice. Mesmo com o maior orçamento para educação no RN, está em 116º lugar entre os 167 municípios potiguares.
