Styvenson assina carteirinha de bolsonarista raiz ao fazer comentário preconceituoso sobre trabalhadores

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Fiquei com a sensação de estar assistindo ao vídeo de algum político bolsonarista de Santa Catarina, estado mais alinhado com o líder da extrema direita no Brasil.

O senador Styvenson Valentim (PODE) sempre renegou o bolsonarismo e por muito tempo tentou se diferenciar dessa gente demonstrando preocupação social, mas um dia ele acabaria se revelando.

O parlamentar declarou, numa sabatina da Fiern, que a dificuldade para contratar na construção civil do Rio Grande do Norte se devia ao fato de o cidadão só trabalhar na terça e na quarta e passar o resto da semana tomando cachaça.

A fala é pura aporofobia (preconceito contra pobres) e expõe que Styvenson concluiu a transição para o bolsonarismo.

O desprezo aos pobres é uma característica do bolsonarismo. A outra é a misoginia, que o senador demonstrou em duas oportunidades em que mulheres sofreram violência. Numa delas, a cidadã, vítima de violência doméstica, foi agredida pelo policial que atendeu a ocorrência.

Styvenson questionou a mulher e perguntou o que ela fez para merecer “dois tapas bons”. Já com a ex-deputada Joice Hasselmann, ele insinuou que ela teria sido espancada por uso de drogas ou por ter traído o marido.

O senador, cujo discurso da moralidade na política é o principal pilar, segue apoiando Flávio Bolsonaro (PL), com Banco Master e tudo.