Um ano após início de perseguição, Brisa reforça identidade política, e pretenso algoz fica sem rumo após ser expulso do MBL

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A política é cheia de reviravoltas, e uma delas está em curso no Rio Grande do Norte. Há um ano, o vereador Matheus Faustino (UB) apostava todas as suas fichas para ganhar projeção estadual e se eleger deputado federal tentando cassar o mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT).

Integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), ele apostava em uma mobilização de redes sociais e na cassação da petista para seu projeto de poder.

Brisa foi acusada de enviar emenda para o evento Rolé Vermelho, que depois ganhou o acréscimo de “Bolsonaro na cadeia”, após a decretação da prisão preventiva do ex-presidente que tentou dar um golpe de Estado que previa matar o presidente Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Mesmo com vereadores mandando emendas até mesmo para bancar o próprio aniversário ou custeando corrida de entidade presidida pelo marido, ele focou em Brisa.

No fim, graças a decisões judiciais, Brisa sequer foi julgada no plenário e se livrou do processo.

Hoje, ela está com a identidade política reforçada e se tornou integrante de um grupo de oito jovens do movimento “Congresso do Povo”, organizado pelo PT nacional para a renovação dos quadros do partido.

Já Faustino foi escorraçado do MBL, dá traço nas pesquisas e vai terminar sendo bate-esteira dos políticos tradicionais que diz combater.