Há 48 horas, uma notícia sacudiu o Rio Grande do Norte: um candidato foi flagrado pela Polícia Federal com R$ 1,5 milhão em casa.
Ao anunciar a Operação Sem Lastro, a PF informou que havia ‘circunstâncias que indicam possível incompatibilidade entre os recursos movimentados e o patrimônio declarado à Justiça Eleitoral’.
Logo, o senador Styvenson Valentim (Podemos) correu para as redes sociais para dizer que era dinheiro para compra de votos. Poucas horas depois, foi revelado que o personagem em questão era o deputado estadual bolsonarista Luiz Eduardo (PL).
Luiz alegou que era dinheiro sacado de um fundo de previdência privada no dia 8 de julho, antes do registro da candidatura. À Justiça Eleitoral, ele declarou ter R$ 719.951,51 depositados no Brasilprev. Se ele sacou o dinheiro antes do registro, em tese, não há contradição, mas a PF aponta incompatibilidade com o patrimônio declarado.
Entrei em contato com o deputado e fiz as seguintes perguntas:
- O saque foi feito antes do registro da candidatura?
- O senhor poderia ceder cópia do comprovante?
- Qual foi a intenção de tirar esse dinheiro do banco e guardar em casa?
Ele não respondeu às perguntas. No vídeo em que se manifestou, ele não apresentou o comprovante do saque ao público, o que deixa a história em um enredo de interrogações.
O espaço segue aberto para o bolsonarista apresentar os devidos esclarecimentos.
