Ausência de Styvenson em sabatina e reação da dona da Ponta Negra expõem histórico negativo do senador quando o assunto é mulher

Marcos Oliveira/Agência Senado

 

O senador Styvenson Valentim (Podemos) decidiu faltar à sabatina da TV Ponta Negra na última quarta-feira, quando seria entrevistado pela dona da emissora, Micarla de Sousa.

O que ele não esperava era a reação da jornalista, que o descascou ao vivo para todo o Rio Grande do Norte assistir.

Dentre os principais pontos abordados, esteve um que é o calcanhar de Aquiles de Styvenson: a relação com as mulheres.

Ela disse que o senador tem se recusado sistematicamente a dar entrevistas em sabatinas que sejam comandadas apenas por mulheres.

O histórico do senador com as mulheres não é bom.

Em julho de 2021, ele fez uma transmissão ao vivo na qual declarou não saber o que uma mulher tinha feito para “merecer dois tapas bom (sic)” de um policial militar durante uma ocorrência de violência doméstica em Santo Antônio do Salto da Onça. “Pelo vídeo aí, eu estou vendo que ele está dando dois tapa (sic) na mulher, uns tapa (sic) bom, na mulher. Agora, eu sei lá o que essa mulher fez para merecer dois tapa. Será se ela estava calada, rezando o Pai Nosso, para levar dois tapa (sic)? Eu não sei, eu não sei”, disse na época.

Naquele mesmo ano, em outro vídeo, ao comentar a aparição da então deputada federal Joice Hasselmann com hematomas no rosto, o senador fez insinuações sobre a conduta moral da parlamentar: “Das duas uma: ou duas de quinhentos (levando as mãos à cabeça com gestos de chifres, insinuando uma traição ao marido) ou uma carreira muito grande (aspirando com força, fazendo alusão ao uso de cocaína). Aí ficou doida e pronto”, disparou.

Styvenson tem um histórico de falas lamentáveis sobre mulheres.