O senador fluminense Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente da República, entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra uma rede de 1.525 perfis do Instagram que apoiam o presidente Lula da Silva (PT).
Ele denuncia uma ação coordenada por meio de collabs, recurso do Instagram que permite que até seis contas compartilhem a autoria de uma mesma publicação.
A ação divide os perfis em três categorias: “perfis-polo”, “produtores do núcleo” e “perfis do grupo”.
Da lista, três perfis do Rio Grande do Norte entraram na mira do candidato bolsonarista: Silvério Filho (o “Raposinha”), Comitê de Luta RN e Luísa Ribeiro.
“Raposinha” e Luísa estão enquadrados como “perfis do grupo”. Já o Comitê de Luta RN está enquadrado como “produtores do núcleo”.
A ação divide a hierarquia pela quantidade de colaborações.
“Esse tipo de atitude demonstra, de modo inequívoco, que Flávio Bolsonaro, se for eleito presidente da República, vai iniciar um processo de censura contra veículos de comunicação contrários”, avalia Silvério Filho, o “Raposinha”.
Silvério também afirmou que essa atitude reflete o crescimento dos movimentos em favor de Lula nas redes sociais e nas ruas, o que está incomodando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Há também um aspecto de desespero e de Flávio Bolsonaro partir para o tudo ou nada. Eu me sinto honrado em ter sido processado por Flávio Bolsonaro, porque isso demonstra que nós estamos no caminho certo, defendendo o Brasil, o povo brasileiro e a democracia”, frisou.
Luísa Ribeiro disse que ficou assustada e temerosa por uma caça às bruxas em um eventual Governo Flávio Bolsonaro: “Eu me senti muito acuada. Só que eu sou uma pessoa que não tenho tanto medo, mas eu tenho medo pelos meus. Os meus amigos todos foram nessa… censurados, estão tentando censurá-los. Então, assim, eu fico me perguntando como é que eles vão ser amparados judicialmente, porque eu tenho essa condição, pois o meu pai é advogado, minha irmã é advogada, e eu sou uma pessoa de natureza destemida. Porém, sim, é de se temer por causa das ações do então candidato Flávio Bolsonaro, que são de violência e truculência. A censura é uma violência, quando você quer cercear o direito de liberdade de um comunicador”.
O Blog do Barreto também procurou os administradores do Comitê de Luta para comentar o assunto, mas eles não responderam aos nossos contatos.
