Uma derrota necessária para Allyson evoluir como político

Foto: cedida

Allyson Bezerra foi a grande surpresa das eleições de 2018 no Rio Grande do Norte quando se elegeu deputado estadual pelo Solidariedade. Dois anos depois, conseguiu o feito de derrotar Rosalba Ciarlini, lendária líder política de Mossoró. Governou com altíssima popularidade e com uma oposição tímida.

Na gestão municipal, Allyson queimou pontes com empresários, tratou jornalistas críticos como inimigos, brigou com aliados, tratou a Câmara Municipal como um puxadinho e acirrou os ânimos com os servidores.

Ontem, ouvi de uma pessoa que já foi do círculo próximo do ex-prefeito: “Allyson não faz adversários políticos, e sim inimigos políticos”.

Mesmo com tantas polêmicas e atropelos, foi reeleito com a maior votação da história de Mossoró, um recorde que deve durar décadas. Das urnas de 2024, saiu credenciado ao Governo do RN. Foi favoritaço em todo o processo; parecia imbatível.

Na apuração do primeiro turno, veio o primeiro recado: empate com Cadu de Lula (PT) e votação abaixo do esperado em Mossoró. No segundo turno, levou uma virada histórica.

Allyson vinha tendo um voo em céu de brigadeiro na política potiguar e não se mostrava disposto a aprender algumas lições da democracia. Ele ainda é jovem, tem carisma e capacidade política. Talvez a derrota seja necessária para ele evoluir como político e ter mais os pés no chão.