Cadu Xavier, foi assim que ele ficou conhecido quando assumiu a Secretaria de Tributação e, depois, a da Fazenda nos governos de Fátima Bezerra. Nas eleições, para atravessar o desafio de se tornar conhecido, adotou o nome de urna “Cadu de Lula”.
Cadu venceu uma eleição considerada perdida. Era desconhecido, visto como um técnico, e Fátima Bezerra tinha 60% de desaprovação. O candidato tinha um Everest para subir, com tarefas em várias camadas: primeiro, ganhar o eleitor petista raiz; depois, o lulista que aprovava Fátima; e a mais difícil, o lulista que desaprovava o governo do RN. Essa tarefa só foi cumprida na semana do primeiro turno.
No segundo turno, a campanha se nacionalizou. Foi aí que Cadu operou o milagre político de virar votos do adversário em um cenário que parecia adverso, com a maioria dos bolsonaristas que votaram em Álvaro Dias (PL) migrando para Allyson Bezerra (UB).
Foi assim que Cadu traçou a rota de uma virada improvável há quatro meses.
