Era para ser Walter Alves (MDB). Bastava ele ter cumprido a rota traçada por Fátima Bezerra (PT): assumir o Governo e se candidatar à reeleição apoiando-a para o Senado. Seria o natural.
Mas o vice-governador preferiu tumultuar a sucessão de Fátima. Primeiro, disse que continuava aliado, mas não seria candidato, temendo um fracasso eleitoral ao colar na impopularidade dela.
Depois rompeu e disse que, se ela renunciasse, ele renunciaria também. Abriu-se uma crise sucessória só cessada quando Fátima decidiu permanecer no cargo.
Fátima ficou e elegeu Samanda Alves senadora e Cadu de Lula governador. Já Walter sequer se elegeu deputado estadual.
Pagou caro pela covardia e ainda saiu com fama de traidor.
