O bolsonarismo no Rio Grande do Norte tem uma clara divisão de tarefas na construção de uma realidade paralela de ódio, preconceito e destruição do pacto civilizatório instalado a partir da Constituição de 1988.
A tarefa de atacar qualquer ganho para os trabalhadores ficou com o senador Rogério Marinho (PL). Ele é contra aumentar o salário-mínimo acima da inflação, já avisou que se for eleito governador não vai ter mais reajuste salarial para os servidores e que é contra isenção da tabela do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Rogério ainda tem o histórico de protagonismo nas reformas da previdência e trabalhista, que retiraram direitos da população.
O golpismo fica por conta do deputado federal General Girão (PL). Ele agrada bastante a elite mais atrasada e ignorante do estado. O militar está sempre defendendo os que estiveram na linha de frente da trama que pretendia abolir o estado democrático de direito para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.
A truculência na segurança pública é missão do deputado estadual Coronel Azevedo (PL). Ele faz o discurso do “bandido bom é bandido morto” e está numa cruzada contra a PEC da segurança apresentada pelo presidente Lula.
A reprodução da homofobia é com o deputado federal Sargento Gonçalves (PL). O alvo preferido dele é a vereadora Thabatta Pimenta (PSOL), uma mulher trans. O parlamentar de forma recorrente ataca as políticas de inclusão da comunidade LGBT+.
O fervor religioso fica na conta de Carla Dickson (UB). Ela trabalha bastante com a comunidade evangélica e concilia isso com o combate ao feminismo alinhada com mulheres bolsonarista como Bia Kicis (PL/DF).
Há interseções nos temas, mas a prioridade de cada um deles é bem definida.
Com essa ocupação de espaços, o bolsonarismo consegue atrair o eleitor mais reacionário do Rio Grande do Norte por diversos caminhos.
