A fratura da saúde municipal está exposta

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A secretária municipal de saúde Saudade Azevedo é um dos melhores quadros da equipe da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), mas nem a sua reconhecida competência tem sido suficiente para conter a maré de notícias negativas na área.

Por mais que a militância rosalbista tente forçar a barra nas redes sociais para impor a narrativa de que os problemas na saúde em Mossoró estão restritos ao Hospital Regional Tarcísio Maia, a realidade mostra um quadro mais abrangente.

O anestesiologista Ronaldo Fixina, diretor da Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM), classificou a gestão da saúde municipal como amadora e segue denunciando atrasos em pagamentos da Prefeitura de Mossoró por serviços na Maternidade Almeida Castro (ver AQUI). A paralisação dos anestesiologistas não está descartada.

Na Câmara Municipal vereadores da oposição denunciam que as filas permanecem para marcação de consulta nos postos de saúde. O Outubro Rosa começou com os exames de mamografia suspensos e retomados após pagamento feito à tempo de evitar que o assunto carregado de ironia tomasse conta do noticiário.

Esta semana o jornalista Carlos Santos denunciou a crise provocada pela falta de abastecimento de medicamento nas unidades de saúde municipal (ver AQUI). Em nota, a Prefeitura praticou uma raridade na atual gestão: reconhecer o problema e informou que fez três licitações para a aquisição de medicamentos.

Antes esta página já tinha divulgado o descaso das obras inacabadas e Unidades Básicas de Saúde abandonadas (AQUI).

O ex-secretário Benjamim Bento foi considerado o bode expiatório após o fracasso eleitoral do rosalbismo nas eleições de 2018. A troca de comando se fez necessária, mas a saúde segue com muitos problemas e é uma fratura exposta da gestão da prefeita/médica Rosalba Ciarlini.

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