
O deputado estadual Allyson Bezerra (SD) fez uma live na última sexta-feira apresentando acusações gravíssimas contra o staff da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).
Num pronunciamento regado com lágrimas ele contou que o grupo da prefeita está preparando armações contra ele e inclusive falou que sofreu ameaças contra a própria vida.
O deputado não cita quem ameaçou a vida dele, não disse se fez Boletim de Ocorrência nem apresentou qualquer prova do que falava.
Foram palavras ao vento que serviram para incitar a militância numa tentativa de se colocar como força polarizadora ao rosalbismo.
Em tempos de campanha, como nos de guerra, a verdade é a primeira vítima. Escrevo isso porque no dia seguinte este Blog mostrou que a Polícia Civil comprovou que o ex-candidato a prefeito de Antônio Martins Antônio Venâncio (PT) mentiu ao dizer que foi vítima de um sequestro.
Queria posar de vítima.
Para evitar a comparação com Venâncio, Allyson deveria apresentar provas, principalmente das ameaças de morte. Senão ficam apenas palavras ao vento.
Por outro lado, a militância orquestrada do rosalbismo seguiu uma estratégia errada ao se delimitar ao choro de Allyson classificando-o como desequilibrado ou fraco. Rosalba já chorou numa entrevista no auge da impopularidade como governadora, por exemplo.
Esse tipo de estratégia colava contra um desmoralizado Francisco José Junior nas eleições de 2016.
Faltou ao maestro da orquestra rosalbista ter sido mais racional e tratado a questão com objetividade. Ridicularizar Allyson reforçou o papel de vítima que ele queria interpretar.
Ficou um discurso de bolha.
O caminho para descredibilizar a fala de Allyson deveria passar pela cobrança das provas que ele não apresentou.
Ficaram as palavras ao vento do deputado e o desajuste da máquina de moer reputações do rosalbismo.
