
A indústria salineira do Rio Grande do Norte, leia-se do Brasil, está numa crise que parece ser sem fim. Conversar com um empresário desse ramo causa a sensação de ser um analista com paciente em um divã.
São muitas lamúrias.
Ontem o Ministério Público Federal anunciou que entrou com 18 ações civis públicas contra empresas, praticamente todas sediadas em Mossoró, para que elas se retirem de áreas consideradas de preservação ambiental.
Não quero aqui tirar as razões do parquet, e até reconheço que é razoável o prazo de quatro anos prorrogável por mais quatro para que as empresas se adaptem.
Mas a preocupação deste texto é provocar a classe política, sobretudo da governadora Fátima Bezerra (PT), prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e da nossa nova bancada federal, para que se unam numa pauta política que sugira compensações para esse período de adaptação caso a ação do MPF seja bem-sucedida.
O prejuízo é gigante para a economia do Rio Grande do Norte sobretudo da nossa região Oeste.
Com exceção dos vereadores Sandra Rosado (PSDB) e Francisco Carlos (PP) o que vimos foi um silêncio ensurdecedor da nossa classe política.
