Agregado de sete pesquisas pde agosto projeta PL e Federação União Progressista com as maiores bancadas da Assembleia Legislativa

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A análise conjunta de sete pesquisas eleitorais publicadas em agosto aponta PL e Federação União Progressista (PP/União Brasil) largando na frente na disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

O cálculo reúne os levantamentos dos institutos Metadata, Seta, Consult, DataVero, ITEM, Perfil e Mensury e utiliza uma normalização dos resultados para reduzir o impacto das grandes diferenças no percentual de eleitores que ainda não sabem em quem votar para deputado estadual.

Essas foram as pesquisas que disponibilizaram relatórios completos para a mídia.

O cenário central produzido pelo agregado projeta seis cadeiras para o PL, seis para a União Progressista, cinco para a Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB), quatro para a Federação PSDB/Cidadania e três para o MDB.

A projeção dos 24 nomes fica assim:

BlocoVagasDeputados projetados
PL6Tomba Farias, Adjuto Dias, Dr. Kerginaldo, Coronel Azevedo, Gustavo Carvalho e Bibi Costa
União Progressista6Kleber Rodrigues, Nelter Queiroz, Cinthia de Allyson, Galeno Torquato, Júlio César e Neilton Diógenes
Federação Brasil5Eudiane Macedo, Francisco do PT, Ubaldo Fernandes, Isolda Dantas e Kaline Amorim
PSDB/Cidadania4Gustavo Soares, Ezequiel Ferreira, Cristiane Dantas e Ériko Jácome
MDB3Walter Alves, Ivan Júnior e Bibiano
TOTAL24

Confira as estimativas:

#CandidatoNominata% estimado dos válidosVotos estimados
1Tomba FariasPL3,0%57.000
2Kleber RodriguesUnião Progressista2,9%55.100
3Eudiane MacedoFE Brasil2,8%53.200
4Cinthia de AllysonUnião Progressista2,7%51.300
5Adjuto DiasPL2,6%49.400
6Ezequiel FerreiraPSDB/Cidadania2,6%49.400
7Nelter QueirozUnião Progressista2,5%47.500
8Coronel AzevedoPL2,4%45.600
9Francisco do PTFE Brasil2,3%43.700
10Gustavo SoaresPSDB/Cidadania2,3%43.700
11Ubaldo FernandesFE Brasil2,2%41.800
12Galeno TorquatoUnião Progressista2,1%39.900
13Dr. KerginaldoPL2,1%39.900
14Cristiane DantasPSDB/Cidadania2,0%38.000
15Júlio CésarUnião Progressista1,9%36.100
16Isolda DantasFE Brasil1,9%36.100
17Gustavo CarvalhoPL1,8%34.200
18Walter AlvesMDB1,8%34.200
19Ériko JácomePSDB/Cidadania1,7%32.300
20Neilton DiógenesUnião Progressista1,6%30.400
21Kaline AmorimFE Brasil1,6%30.400
22Bibi CostaPL1,5%28.500
23BibianoMDB1,5%28.500
24Ivan JúniorMDB1,4%26.600

Normalização reduz distorção provocada pelos indecisos

A análise não é uma simples média aritmética dos percentuais divulgados pelos sete institutos.

As pesquisas espontâneas para deputado estadual apresentam níveis muito diferentes de indefinição. Na Metadata, por exemplo, 71,7% não souberam ou não responderam, além de 6,1% de branco/nulo. Na Seta, NS/NR chegou a 64,9%, com outros 11,7% indicando ninguém, branco ou nulo.

Por isso, cada pesquisa foi tratada separadamente, retirando indecisos, brancos, nulos e citações incompatíveis com as candidaturas consideradas. Os percentuais restantes foram convertidos proporcionalmente para uma base comum antes da construção do agregado.

O objetivo é aproximar a fotografia das pesquisas do universo de votos válidos que efetivamente influencia a distribuição proporcional das cadeiras.

PL tem nominata profunda e projeta seis vagas

O PL aparece como uma das duas maiores forças da disputa proporcional e projeta uma bancada de seis parlamentares.

Os nomes atualmente favorecidos são Tomba Farias, Adjuto Dias, Dr. Kerginaldo, Coronel Azevedo, Gustavo Carvalho e Bibi Costa.

Tomba demonstra regularidade nos levantamentos, enquanto Bibi teve um dos resultados individuais mais expressivos entre as pesquisas analisadas: 3,1% na Seta, aparecendo na liderança daquele levantamento. Adjuto Dias ficou com 1,6%.

A força do PL, entretanto, não está apenas nos primeiros colocados. O partido possui outros nomes competitivos, como Getúlio Rêgo e Luiz Eduardo, o que torna a disputa interna especialmente acirrada.

A sexta cadeira, atualmente atribuída a Bibi Costa, deve ser tratada como uma das posições em aberto.

União Progressista também aparece com seis

A Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, projeta igualmente seis cadeiras.

O grupo favorecido pelo agregado é formado por Kleber Rodrigues, Nelter Queiroz, Cinthia de Allyson, Galeno Torquato, Júlio César e Neilton Diógenes.

A principal característica da federação é o equilíbrio da nominata. Vários candidatos aparecem simultaneamente em posições competitivas nas pesquisas.

Na Mensury, por exemplo, Kleber liderou a pesquisa espontânea com 2,13%, seguido por Cinthia, com 1,80%. Nelter teve 1,33%, Galeno 1,27% e Neilton 0,67%.

Isso ajuda a explicar por que a União Progressista aparece disputando com o PL a condição de maior bancada.

A sexta vaga, no entanto, não está consolidada. Robson Carvalho aparece como ameaça direta ao grupo atualmente projetado e pode entrar na zona dos eleitos conforme a evolução da campanha.

Federação Brasil aparece com cinco

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, aparece com cinco vagas.

Os nomes projetados são Eudiane Macedo, Francisco do PT, Ubaldo Fernandes, Isolda Dantas e Kaline Amorim.

O grupo possui vários candidatos aparecendo de forma recorrente nos levantamentos. Francisco, Eudiane e Ubaldo estão entre os nomes mais consistentes do bloco, enquanto a quinta cadeira é mais vulnerável.

O desempenho da federação também mostra como a eleição proporcional pode diferir do ranking individual dos candidatos: o que determina o número inicial de vagas é a votação conjunta da nominata, e não simplesmente a posição de cada concorrente numa lista estadual.

Saída de Flávio de Berói altera cenário do PSDB

A Federação PSDB/Cidadania aparece com quatro cadeiras, projetando Gustavo Soares, Ezequiel Ferreira, Cristiane Dantas e Ériko Jácome.

O resultado sofreu uma mudança relevante com a saída de Flávio de Berói da disputa.

Berói chegou a aparecer empatado com Tomba Farias na liderança da Metadata, com 1,3%, o que representava uma contribuição importante para a força eleitoral projetada do PSDB/Cidadania.

Após abandonar a disputa, Berói declarou apoio a Walter Alves, do MDB.

Para o agregado, porém, os votos registrados por Berói nas pesquisas não foram automaticamente transferidos para Walter. Eles foram retirados antes da normalização, já que não existe base metodológica para presumir que todos os eleitores que citaram o ex-candidato migrariam para o nome apoiado por ele.

Com a exclusão, a projeção central do PSDB/Cidadania caiu para quatro cadeiras.

MDB aparece com Walter, Ivan Júnior e Bibiano

O MDB é projetado com três vagas.

Os nomes favorecidos são Walter Alves, Ivan Júnior e Josivan Bibiano de Azevedo, o Bibiano.

Bibiano merece atenção especial porque aparece de maneira recorrente nas pesquisas e não deve ser tratado simplesmente como um candidato que ocupa a última cadeira disponível.

Em levantamentos realizados no período, ele chegou a liderar a disputa interna do MDB. Na primeira Consult considerada no agregado, por exemplo, registrou 0,88%, aparecendo como o nome mais citado do partido.

A saída de Flávio de Berói também acrescenta uma variável política à disputa. Além de deixar de contribuir para a soma do PSDB, o ex-prefeito de Nova Cruz anunciou apoio a Walter Alves.

Esse apoio não foi convertido matematicamente em votos para Walter no agregado, mas pode se tornar um fator político relevante ao longo da campanha.

Cinco forças concentram as 24 vagas na projeção

A fotografia formada pelas sete pesquisas apresenta uma Assembleia Legislativa concentrada em cinco forças:

PL – 6 vagas

União Progressista – 6 vagas

Federação Brasil – 5 vagas

PSDB/Cidadania – 4 vagas

MDB – 3 vagas

A configuração, porém, é menos estável do que a projeção feita para deputado federal.

Com 24 cadeiras em disputa e várias nominatas próximas, pequenas oscilações na votação conjunta podem mudar a distribuição das últimas vagas.

O próprio panorama das pesquisas anteriores já indicava intervalos relativamente amplos: análises feitas com levantamentos realizados entre janeiro e agosto colocavam o PL numa faixa de cinco a oito vagas, União/PP entre cinco e sete, Federação Brasil entre quatro e seis e PSDB/Cidadania entre quatro e cinco.

Últimas vagas estão longe de definidas

A maior cautela deve ser aplicada aos candidatos posicionados na região de corte.

No PL, Bibi Costa disputa espaço com nomes como Getúlio Rêgo e Luiz Eduardo.

Na União Progressista, Neilton Diógenes aparece projetado, mas Robson Carvalho está na briga.

Na Federação Brasil, a quinta cadeira é menos consolidada do que as primeiras.

O mesmo ocorre com as últimas posições do PSDB/Cidadania e do MDB.

Além disso, a eleição para deputado estadual continua marcada por altíssimo índice de indefinição. Mesmo pesquisas recentes apresentam a maior parcela do eleitorado sem citar espontaneamente qualquer candidato.

Isso significa que existe um contingente de votos muito superior ao percentual alcançado individualmente pelos líderes que ainda não foi distribuído entre as nominatas.

Agregado é fotografia, não previsão do resultado

O cenário de 6 PL, 6 União Progressista, 5 Federação Brasil, 4 PSDB/Cidadania e 3 MDB deve ser entendido como uma simulação baseada na fotografia produzida pelas sete pesquisas de agosto, e não como antecipação do resultado das urnas.

A eleição proporcional depende da votação total obtida por cada partido ou federação, do desempenho individual dos candidatos e das sucessivas etapas de distribuição das cadeiras.

Além disso, as pesquisas espontâneas para deputado estadual apresentam percentuais individuais muito baixos e grande quantidade de eleitores sem voto definido.

Mesmo assim, o agregado oferece uma indicação relevante sobre a largada da campanha: PL e União Progressista aparecem hoje na disputa pela maior bancada da Assembleia, a Federação Brasil forma o terceiro grande bloco e PSDB/Cidadania e MDB completam, neste momento, o grupo de forças que concentram as 24 cadeiras projetadas.

A disputa mais importante daqui para frente será justamente pelas últimas vagas de cada nominata. Com tamanho grau de indefinição, uma movimentação relativamente pequena do eleitorado pode ser suficiente para retirar uma cadeira de uma federação e entregá-la a outra, alterando tanto o tamanho das bancadas quanto os nomes dos futuros deputados estaduais.

#Instituto / contratantePeríodo de campoEntrevistasRegistro TRE-RNRegistro nacional/TSE
1Metadata / Grupo Dial6 a 8/081.536RN-03682/2026BR-05736/2026
2Seta / Blog do Barreto7 a 9/081.500RN-07032/2026BR-07701/2026
3Consult / Tribuna do Norte8 a 10/081.700RN-08509/2026BR-09418/2026
4DataVero / Diário do RN10 a 12/081.500RN-06313/2026BR-05337/2026
5ITEM / Rádio Difusora10 a 14/081.250RN-00166/2026BR-08695/2026
6Perfil / Blog do BG13 a 16/081.600RN-00522/2026BR-06188/2026
7Mensury / Blog do Barreto15 a 18/081.500RN-00968/2026BR-01818/2026