Sem um nome de dentro da política para lançar a deputado federal para facilitar a acomodação com aliados de outras regiões como Robinson Faria e João Maia e querendo apenas evitar que Cabo Deyvison (PL) fosse o mais em Mossoró (o que depois do atentado de segunda-feira será praticamente impossível), Allyson Bezerra testou o carismático Luiz GS.
Mas o humorista que tem mais de 700 mil seguidores no Instagram não emplacou. Agora, o ex-prefeito aposta em outro nome das redes sociais: a influenciadora Dani Ribeiro, que tem quase 340 mil seguidores no Instagram.
Ela anunciou a candidatura no último dia 1º e já concedeu diversas entrevistas.
Mas um detalhe passou despercebido: ela é um dos pivôs do processo de cassação de Allyson por abuso de poder midiático que se arrasta há quase dois anos na Justiça Eleitoral.
A legislação veda a contratação de influenciadores em favor de candidaturas e ela foi contratada pela Agência 2HC, que cuida do marketing de Allyson, para trabalhar na da campanha.
A defesa de Allyson alega no processo que ela foi contratada como “repórter” da campanha, mas no próprio depoimento ela admite que trabalha como influenciadora digital embora alegue que não produziu conteúdos em seus perfis para a candidatura.
A ação havia sido julgada improcede na primeira instância, mas o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) anulou a decisão por entender que houve cerceamento na coleta de provas da acusação, reabrindo o processo de instrução.
