Em entrevista recente ao programa Repórter 98, da 98 FM de Natal, o ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (UB), rebateu as críticas sobre o aumento na cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) na capital do Oeste. Segundo o gestor, não houve criação de novos tributos ou elevação de alíquotas, mas sim uma “correção de distorções” provocada por uma provocação do Ministério Público.
Questionado sobre os valores que chegaram aos contribuintes, Allyson foi enfático ao separar conceitos jurídicos de arrecadação. Para o prefeito, o que ocorreu em Mossoró foi uma atualização cadastral focada, principalmente, em condomínios de luxo.
“Não é aumento, é uma revisão. Se você mora em uma casa, mas paga IPTU como se ali ainda fosse um terreno, você está pagando errado. O Ministério Público questionou a prefeitura porque havia cidadãos em condomínios pagando sobre terreno, quando já existiam casas construídas”, explicou Bezerra.
O prefeito reforçou que a medida foi “localizada e específica”, atendendo a critérios técnicos para regularizar a base de cálculo do imposto de acordo com a realidade do imóvel.
Utilizando a pauta tributária como munição política, Allyson aproveitou para comparar sua gestão com a administração da governadora Fátima Bezerra (PT). O ex-prefeito lembrou o aumento da alíquota modal do ICMS, que subiu de 18% para 20% no Rio Grande do Norte.
O gestor direcionou críticas diretas ao ex-secretário de fazenda Cadu Xavier (PT), também pré-candidato ao Governo, apontando-o como o mentor da lei que elevou os impostos estaduais. “Para aumentar imposto tem que ter lei. O Governo do Estado mandou a lei e os deputados votaram. Quem escreveu foi o secretário, que é candidato ao governo. Alguém tem dúvida de que ele vai aumentar imposto?”, disparou, já em tom de pré-campanha.
Engorda de Ponta Negra
Além da economia, Allyson também comentou sobre as obras de engenharia na capital, especificamente a engorda de Ponta Negra. Apesar de dizer que não é contra a ideia, criticou o planejamento da execução.
Segundo ele, a população e a imprensa deveriam ter sido alertadas sobre as etapas da obra.
Bezerra defendeu que, antes da engorda propriamente dita, seria fundamental a conclusão de uma obra de macrodrenagem para garantir a viabilidade do projeto a longo prazo.
