Allyson vai vencendo as eleições com o voto lulista para governar com bolsonaristas

Foto: cedida

Até aqui, a estratégia de neutralidade presidencial de Allyson Bezerra (União Brasil) vem funcionando. O ex-prefeito de Mossoró tem se recusado sistematicamente a dizer em quem vota para a Presidência da República.

Ele escolhe o silêncio entre quem criou programas sociais, gerou empregos, melhorou os índices econômicos e preservou a democracia e a soberania, e quem desmantelou o sistema de proteção social, quer entregar nossas riquezas aos EUA, tentou dar um golpe de Estado e colocou o país no mapa da fome.

Segundo ele, o foco é a gestão.

Mas a estratégia é clara: Allyson quer captar votos dos dois lados, e isso está funcionando graças à desaprovação de 60% da governadora Fátima Bezerra (PT), que atrapalha a vida de Cadu Xavier (PT), e ao desgaste de Álvaro Dias (Republicanos), que deixou a Prefeitura de Natal inaugurando um hospital que ficaria fechado por quase dois anos e destruiu o maior cartão-postal de Natal ao forçar a obra da engorda de Ponta Negra, ignorando as orientações dos órgãos ambientais.

As pesquisas mostram que, graças a esse contexto, a neutralidade está dando certo para Allyson. Na pesquisa Perfil desta semana, 58% dos seus eleitores são lulistas e 21% bolsonaristas. Na Metadata, esses números são de 52% e 26%, respectivamente.

O ex-prefeito depende majoritariamente do voto do maior cabo eleitoral do Rio Grande do Norte para chegar ao Governo do RN.

Allyson está vencendo as eleições com o voto lulista alicerçado em um palanque majoritariamente bolsonarista. Exceto pelo grupo da senadora Zenaide Maia (PSD), todos os demais aliados do ex-prefeito de Mossoró são adversários do petista, como os deputados federais João Maia (PP), Benes Leocádio (União Brasil) e Robinson Faria (PP). Isso sem contar o ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual do União Brasil, e tantos outros antipetistas históricos.