Após promessas descumpridas e vaias, prefeito evita procissão de santa Luzia

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O dia é 23 de setembro de 2014. No auge da popularidade o prefeito Francisco José Junior (PSD) sentia-se todo poderoso. Acordou cedo e foi à Serra Mossoró anunciar com pompa e circunstância a pedra fundamental da construção da estátua da padroeira da segunda maior cidade potiguar.

Depois dessa solenidade ele conseguiu fazer barba, cabelo e bigode nas eleições levando o desconhecido Galeno Torquato (PSD) a ser o segundo deputado estadual mais votado da cidade. Sem contar que seus candidatos a presidente, governador e senador venceram e Fábio Faria (PSD) quase teve a mesma votação para deputado federal que a ex-prefeita Fafá Rosado em Mossoró*.

A promessa de fazer a estátua de santa Luzia se converteu em um santuário. Até mesmo um empresário desconhecido surgiu do anda prometendo investir R$ 15 milhões atendendo a uma promessa da mãe. A história provocou desconfianças. A obra nunca saiu do papel.

Ano passado, num gesto de coragem, o prefeito encarou a massa enfurecida apostando que as vaias se converteriam em aplausos ao anunciar a obra que no final nunca saiu do papel.

No ocaso da gestão, Francisco José Junior ficou de fora da última procissão de santa Luzia com ele sentado na cadeira mais confortável do Palácio da Resistência.

Talvez fosse mais fosse mais interessante ficar no conforto do lar. Afinal de contas, o máximo que aconteceria ao prefeito seria ouvir os desafores de um povo sofrido e revoltado com uma gestão sem resultados e promessas descumpridas.

Misturar política e religião foi uma péssima ideia.

*Dado atualizado com a ajuda do leitor Hélito Honorato.

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