Articulação age contra projeto da gestão democrática nas escolas

Câmara discute gestão democrática nas escolas (Foto: Edilberto Barros/CMM)

Um movimento com DNA da futura administração está influenciando nos bastidores da Câmara Municipal de Mossoró para evitar que o Projeto de Lei que estabelece a gestão democrática na Rede Municipal de Ensino seja votado nesta legislatura.

No apagar das luzes da gestão, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), que sempre foi contra a ideia, decidiu enviar a proposta.

Agora a situação é a seguinte: os setores da atual oposição ligados ao prefeito eleito Allyson Bezerra (SD) alegam que ela fez isso apenas para prejudicar a próxima gestão. Vereadores, outrora rosalbistas de carteirinha, passaram a resistir a ideia de votar uma proposta palaciana, coisa inimaginável até 15 de novembro.

Está em jogo a indicação de 125 cargos de diretores (e mais 125 vice-diretores caso estes cargos sejam restabelecidos) de livre nomeação do prefeito eleito. É um poder que costuma ser dividido com os vereadores e de fundamental importância num momento em que se precisa formar maioria na casa, sem contar o processo de escolha do presidente da Câmara Municipal.

As manobras são silenciosas.