Bolsonarismo faz esforço para isolar Allyson do restante da direita, mas radicalismo impõe efeito bumerangue

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A ficha já caiu para o bolsonarismo potiguar de que não terá aliança com o prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB), líder na maioria das pesquisas para o Governo do Estado, nas eleições de 2026.

Ao perceber isso, os políticos bolsonaristas têm concedido seguidas entrevistas declarando que o prefeito de Mossoró é muito jovem e precisa esperar uma outra oportunidade e que o senador Rogério Marinho (PL) e o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) são as melhores opções.

A estratégia é de isolar Allyson no campo da direita, o que acaba empurrando-o para a condição de uma candidatura mais ao centro, posicionada entre o petismo e o bolsonarismo.

Allyson tem apostado numa aliança com a senadora Zenaide Maia (PSD), uma lulista de primeira hora. Ainda conta com os conselhos do ex-senador José Agripino, presidente estadual do União Brasil, que está federado com o PP dos deputados federais João Maia e Robinson Faria.

A preço de hoje ele conta ainda com o apoio do Solidariedade, do ex-deputado Kelps Lima e da prefeita de Parnamirim Nilda Cruz.

Allyson, um direitoso, vai montando um palanque conservador com a pitada progressista representada em Zenaide.

Com a defesa da anistia e do tarifaço de Trump, o bolsonarismo do Rio Grande do Norte é quem está se isolando. Na política chamamos isso de efeito bumerangue.