Câmara Municipal ultrapassa o fundo do poço e puxa a sociedade junto

A Câmara Municipal escreveu hoje uma de suas páginas mais vergonhosas. Aprovou o projeto de antecipação dos royalties do jeito que a população não queria: sem valores e plano de investimentos.

Desde que me entendo como jornalista político, lá se vão quase dez anos como diria o mestre Emery Costa, a Câmara Municipal de Mossoró sempre pagou o pato pelo comportamento submisso ao poder executivo.

De lá para cá quem passou pelo poder executivo sempre impôs seus caprichos. Culpa do comportamento subserviente dos vereadores? Não. Culpa do eleitor mossoroense que vota de forma passional e sequer analisa as qualidades de seus representantes. Sim, a Câmara Municipal representa Mossoró. Para ser franco é a cara da nossa sociedade: omissa, subserviente e governista.

Não por acaso os vereadores da oposição tradicionalmente são mais qualificados. Parece ser uma forma de equilibrar as coisas. A maioria vence no voto e a minoria esperneia com maestria.

Não adianta ir para redes sociais reclamar. É preciso refletir a respeito do tipo de representante que elegemos. Você ao menos lembra em quem votou para vereador? Faz ideia de como ele se comporta no parlamento?

Mossoró fosse uma sociedade politizada (gostar de política não te faz politizado) teria ocupado as galerias da Câmara hoje. Participo de mais de 30 grupos de Whatsapp e em menos de um terço deles vi alguém comentar a respeito do que estava sendo decidido hoje. Nem na comodidade das redes sociais o assunto foi discutido.

Minha crítica não vai aos vereadores. Fica para a nossa omissa sociedade. Ultrapassamos o fundo do poço. Pena que não foi para praticar arqueologia.

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