Candidatos pecam por propostas vazias

conversa_franca

Primeiramente parabenizar as entidades patronais pela iniciativa, em parceria com a TCM, de realizar o programa Conversa Franca com os candidatos a prefeito de Mossoró. Era necessário ouvir o que eles têm a dizer sobre o desenvolvimento econômico.

Por outro lado, os candidatos fizeram um esforço enorme para tentar o programa pouco proveitoso para o eleitor, principalmente o indeciso. Os candidatos giraram em torno de clichês como “trocar imposto por emprego”, “precisamos gerar mais emprego e renda” ou “Mossoró tem que ser a porta de entrada do turismo na região”. Ninguém explicou como fazer. Dizer que fará é fácil. Eu digo que vou reformar o Nogueirão com recursos do meu bolso, mas é outra conversa.

Os tempos atuais exigem criatividade do gestor, mas o que mais faltou na explanação foi ideias novas. Os candidatos precisam entender que vai se diferenciar é quem conseguir ser diferente e não quem repete o mais do mesmo nesse ambiente quem se favorece são os de sempre.

Os cinco candidatos podem mais. Tem potencial para conseguirem propor algo e não ficar todo mundo falando a mesma coisa. O único ponto de discordância de ideias foi quando Rosalba Ciarlini (PP) propôs “troca imposto por emprego” e o prefeito Francisco José Junior (PSD) explicou que nem sempre isso é possível porque a gestão não pode abrir mão da arrecadação. O único momento em que houve discordância programática de algo.

A sabatina teve alguns momentos em que temperatura subiu com alfinetadas cujo endereço foi a ex-governadora. E só.

Do ponto de vista retórico, Gutemberg Dias (PC do B) e Francisco José Junior se saíram melhor. Diria que houve empate técnico entre eles. Rosalba repetiu o discurso surrados que empolga a militância dela, mas distancia os indecisos que esperam mais dos candidatos. Tião Couto  (PSDB) mostrou dificuldades para se expressar o que gera uma falsa impressão de despreparo. E Josué Moreira (PSDC)? Poderia ter se saído melhor. Ele é o candidato que mais precisa de espaços como o de ontem.

O mais positivo de ontem foi a oportunidade de se discutir a economia local, mas cá deste espaço sigo pessimista com o futuro de Mossoró. De parabéns a TCM e as entidades empresariais.

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