O dado mais contundente da reestruturação da saúde pública no Oeste potiguar no Governo Fátima Bezerra (PT) é o crescimento das vagas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Durante a gestão petista, a região viu o número de leitos de UTI saltar de apenas 14 para 74, um crescimento impressionante de 400%.
Este avanço estratégico redefine o mapa da assistência médica no Rio Grande do Norte. Antes, pacientes graves de Mossoró, do Alto Oeste e do Vale do Açu disputavam uma estrutura minguada, o que frequentemente resultava em judicialização ou transferências arriscadas para Natal. Hoje, a realidade é de descentralização e suporte local.
O crescimento de 400% não é apenas um número estatístico, mas o resultado de investimentos diretos em unidades que antes operavam sem retaguarda crítica:
- Hospital Rafael Fernandes: A unidade, que historicamente não possuía suporte de alta complexidade, agora conta com 10 leitos de UTI instalados e novos equipamentos de diagnóstico.
- Hospital de Assu: Em um marco inédito para o Vale do Açu, a unidade recebeu 10 leitos de UTI e outros 12 leitos semi-intensivos, após um investimento de R$ 10 milhões.
- Hospital da Mulher: A plena operação da unidade em Mossoró (investimento de R$ 200 milhões) adicionou uma camada de segurança assistencial que a região jamais possuiu em gestões passadas.
Gestão Anterior
O cenário atual contrasta drasticamente com o período da gestão Robinson Faria, quando a saúde do estado operava sob decreto de calamidade pública. Naquela época, a escassez de leitos alimentava o chamado “corredômetro” — índice que media a superlotação e o abandono de pacientes em macas nos corredores.
Enquanto a rede estadual como um todo possuía apenas 161 leitos de UTI em 2018, a gestão atual expandiu esse número para 334 leitos em todo o RN, com o esforço de interiorização garantindo que o maior salto percentual ocorresse justamente no interior.
Logística e Futuro
Para o Governo do Estado, a meta é consolidar Mossoró como um hub de saúde que independa totalmente da capital. Além dos leitos já entregues, o início das obras do Hospital Metropolitano (orçado em R$ 200 milhões) promete injetar mais 300 leitos na rede, focando em ortopedia, trauma e neurocirurgia.
Com o fortalecimento da frota do SAMU — que caminha para 100% de cobertura dos municípios — e o aumento de 400% na capacidade de UTI, a região Oeste deixa de ser um “corredor de passagem” para pacientes em busca de socorro e se torna uma referência em medicina de alta complexidade.
OS NÚMEROS DA MUDANÇA:
- Leitos de UTI no Oeste/Vale: De 14 para 74 (+400%).
- Leitos de UTI em todo o RN: De 161 para 334.
- Investimento em Assu: R$ 10 milhões (UTI inédita).
- Investimento no Hospital da Mulher: R$ 200 milhões.
