Crise no RN não é de Governo, mas de Estado

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O Governo Robinson Faria (PSD) é ruim? É. Péssimo, diga-se. Pior que o de Rosalba Ciarlini (PP) que por sua vez foi pior que o de Wilma de Faria (PSB) que foi pior que o de Garibaldi Filho (PMDB) que só foi melhor que o de José Agripino (DEM) porque teve a privatização da COSERN e contou com a primeira experiência de estabilização monetária (Plano Real).

Então não se trata de problema de gestão? Trata-se sim. O Rio Grande do Norte faz tempo que não conta com um governador visionário. O último foi Cortez Pereira lá nos anos 1970. Foi tão bom governador que a elite política do Estado logo articulou a cassação dos direitos políticos dele assim que deixou o cargo.

São anos de butim nos cofres públicos do Rio Grande do Norte. O resultado é a crise de Estado. Até aqui o povo tem sido sacrificado com péssimos serviços, os servidores estaduais sofrem com os atrasos salariais e os poderosos lutam para manter os privilégios.

Está faltando Ministério Público, Tribunal de Contas, Assembleia Legislativa e Judiciário fazerem a parte deles. Ir para o sacrifício também. Primeiro cortando seus privilégios para colaborar com uma redução nos repasses para tirar o executivo do sufoco. Seria um gesto cívico abrir mão de benesses como auxílio paletó, verbas indenizatórias, auxílio moradia e outras excrecências tão comuns nos círculos dos barões estatais.

A crise é de Estado. É crônica. O desmantelo é geral. A classe política até aqui está omissa, acovardada dentro do próprio umbigo, num mundo à parte.

Pobre RN!

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4 opiniões sobre “Crise no RN não é de Governo, mas de Estado

  • 24 de outubro de 2016 em 11:58
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    Pelo andar da carruagem, enquanto as instituições que vestem a capa da ética “utópica”, não cortarem na própria carne, os gastos não sairemos desse buraco.

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  • 24 de outubro de 2016 em 21:10
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    Gostei do artigo. Toca em pontos importantes.
    Os executivos vêm sendo especial – e merecidamente – penalizados com o ônus político dessa crise.
    Mas essa crise também diz respeito ao legislativo e ao judiciário. A sociedade e os formadores de opinião deveriam começar a enfatizar as responsabilidades dos demais poderes no processo de falência de nosso estado. Os três poderes são co-participes do/no processo político então se há uma crise que todos sejam responsabilizados. Nenhum dos poderes deveria pairar incólume à crise.
    O Ministerio Publico e o Tribunal de Justiça reclamam de atrasos no pagamento do duodécimo de outubro. Isso deveria soar como uma afronta especialmente aos mais de 10.000 servidores que hoje, vigésimo quarto dia do mês (de outubro) sequer tiveram seus salários de setembro integralmente pagos.
    Mas isso não significa nada para nosso estamento judiciário. São superiores! As leis que asseguram seus direitos e privilégios valem mais que as leis que regem os direitos dos demais segmentos do funcionalismo. Até quando mesmo?

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  • 25 de outubro de 2016 em 05:30
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    Graças a deus desse mal não padeço quando vim morar no RN em 1990 vindo de Goiás tive a oportunidade de trabalhar em todo estado, ficsei residência em Mossoró e uma semana trabalhava no RN outra semana no Ceará. Nessa época começou o progresso no Ceará a era Tasso Ciro. E eu sempre relatei a todos aqui em Mossoró o Ceará está desenvolvendo e nossos políticos nada fazem.Hoje passados 26 anos ,tai o resultado o Ceará cheio de indústria desenvolvido e nos aqui no ostracismo.E lamentavelmente nessas eleições em Mossoró o povo preferiu o continuísmo temos que continuar a luta encabeçada por Jorge e tiao ,não vamos desistir de termos uma Mossoró Melhor e quem mais vai contribuir com isso é uma imprensa produtiva.

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  • Pingback: Disputa eleitoral no RN é um deserto de ideias – Blog do Barreto

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