Quarenta anos de eleições para o Senado ajudam a contar boa parte da história política recente do Rio Grande do Norte. Entre 1982 e 2022, os potiguares participaram de 11 eleições senatoriais que distribuíram 16 mandatos.
A série começa com Carlos Alberto de Souza, eleito em 1982, e chega a Rogério Marinho, vencedor da disputa de 2022.
No intervalo aparecem alguns dos personagens que dominaram diferentes fases da política estadual: José Agripino Maia, Lavoisier Maia, Garibaldi Alves Filho, Geraldo Melo, Fernando Bezerra, Rosalba Ciarlini e Fátima Bezerra. Mais recentemente, Styvenson Valentim e Zenaide Maia chegaram ao Senado em 2018, e Rogério Marinho em 2022.
O levantamento completo revela ainda uma concentração significativa: sete dos 16 mandatos conquistados nas urnas ficaram com apenas dois políticos. José Agripino venceu quatro eleições para o Senado e Garibaldi Alves, três.
1982: Carlos Alberto abre a série
Na eleição de 1982 havia uma vaga em disputa. Carlos Alberto de Souza, do PDS, foi eleito com 304.138 votos, ou 46,77%.
Roberto Brandão Furtado terminou em segundo, com 128.811 votos, seguido por Odilon Ribeiro Coutinho, com 123.769.
A eleição ocorreu no mesmo ano em que José Agripino Maia derrotou Aluízio Alves para o Governo do Estado, na retomada das eleições diretas para governador.
1986: quatro candidatos separados por apenas 33 mil votos
Quatro anos depois, duas cadeiras estavam disponíveis e ocorreu uma das disputas mais equilibradas da história eleitoral potiguar.
José Agripino terminou em primeiro com 426.869 votos.
Lavoisier Maia ficou com a segunda vaga, com 408.510.
Mas a distância para os candidatos seguintes foi pequena. Martins Filho recebeu 395.449 votos e Wanderley Mariz, 393.754.
Assim, apenas 33.115 votos separaram o primeiro do quarto colocado.
Agripino e Lavoisier foram eleitos.
1990: Garibaldi conquista sua primeira eleição para senador
A disputa de 1990 tinha apenas uma cadeira.
Garibaldi Alves Filho recebeu 404.206 votos, ou 52,02%, e derrotou Carlos Alberto, que obteve 329.793.
Anchieta Lopes ficou em terceiro, com 42.991.
Foi a primeira das três eleições para o Senado vencidas por Garibaldi.
1994: Geraldo Melo e Agripino
Em 1994 estavam novamente em disputa duas vagas.
Geraldo Melo terminou na primeira colocação com 441.707 votos. José Agripino foi o segundo, com 387.935.
Francisco Urbano, com 310.746 votos, e Raimundo Fernandes, com 218.780, vieram em seguida.
A eleição marcou a segunda vitória de Agripino para o Senado.
1998: Fernando Bezerra vence com maioria
Fernando Bezerra conquistou a vaga disponível em 1998.
Ele recebeu 539.199 votos, equivalentes a 52,34%.
Carlos Alberto ficou em segundo com 353.415. Hugo Manso teve 122.857 e Sônia Godeiro, 14.633.
Fernando Bezerra assumiria papel importante na política estadual nos anos seguintes e tentaria a reeleição em 2006.
2002: Garibaldi e Agripino juntos
A eleição de 2002 colocou novamente duas vagas em disputa e reuniu dois dos principais nomes da política potiguar.
Garibaldi Alves terminou em primeiro com 714.363 votos.
José Agripino ficou em segundo com 594.912.
Geraldo Melo, que tentava permanecer no Senado, ficou fora ao receber 479.723 votos. Augusto Viveiros teve 221.147 e Hugo Manso, 217.911.
Garibaldi e Agripino passaram a representar simultaneamente o Rio Grande do Norte no Senado.
2006: apenas 11 mil votos separam Rosalba e Fernando Bezerra
Uma das disputas mais apertadas da série aconteceu em 2006.
Rosalba Ciarlini recebeu 645.869 votos, ou 44,18%.
Fernando Bezerra alcançou 634.738, ou 43,42%.
A diferença foi de somente 11.131 votos.
Geraldo Melo ficou em terceiro, com 155.608.
Rosalba chegava ao Senado quatro anos antes de ser eleita governadora do Rio Grande do Norte.
2010: Garibaldi passa de um milhão
A eleição de 2010 estabeleceu o recorde absoluto de votação da série.
Garibaldi Alves recebeu 1.042.272 votos, tornando-se o primeiro candidato ao Senado pelo RN, dentro do período analisado, a superar um milhão de votos.
José Agripino também teve votação expressiva: 958.891.
Os dois ficaram com as vagas.
Wilma de Faria, que havia deixado o Governo do Estado naquele ano, recebeu 651.358 votos e terminou em terceiro. Hugo Manso ficou em quarto com 224.125.
A eleição também estabeleceu outro marco: foi a quarta vitória de José Agripino para o Senado.
Agripino havia sido eleito em 1986, 1994, 2002 e 2010.
2014: Fátima derrota Wilma
A disputa de 2014 colocou frente a frente duas das principais lideranças políticas femininas da história recente do Estado.
Fátima Bezerra recebeu 808.055 votos, equivalentes a 54,84%.
Wilma de Faria teve 636.896, ou 43,23%.
A diferença chegou a 171.159 votos.
Fátima assumiu o mandato em 2015 e deixou o Senado quatro anos depois, quando tomou posse como governadora do Rio Grande do Norte.
2018 marca ruptura na representação potiguar
A eleição de 2018 provocou uma mudança significativa na composição da bancada.
Duas vagas estavam em disputa.
Styvenson Valentim terminou em primeiro com 745.827 votos.
Zenaide Maia ficou em segundo com 660.315.
Atrás deles apareceram nomes com longa trajetória política.
Geraldo Melo recebeu 382.249 votos. Garibaldi Alves, candidato à reeleição, ficou em quarto com 376.199.
Antônio Jácome teve 307.399 e Alexandre Motta, 242.465.
A eleição terminou, portanto, com dois novos senadores ocupando as duas vagas disponíveis e deixou fora Garibaldi, que já havia vencido três disputas para o cargo.
2022: Rogério supera Carlos Eduardo e Rafael Motta
A última eleição da série teve uma única cadeira em disputa.
Rogério Marinho recebeu 708.351 votos, ou 41,85%.
Carlos Eduardo Alves terminou em segundo com 565.235 votos e 33,40%.
Rafael Motta ficou em terceiro com 385.275 votos, ou 22,76%.
Os outros sete candidatos somaram pouco mais de 33 mil votos.
Rogério assumiu o mandato em fevereiro de 2023.
Agripino é o maior vencedor
O levantamento das 11 eleições produz um dado que ajuda a dimensionar o peso de algumas lideranças na política estadual.
José Agripino é o maior vencedor das eleições para o Senado no RN desde 1982.
Ele conquistou quatro mandatos nas urnas:
1986 — 426.869 votos
1994 — 387.935 votos
2002 — 594.912 votos
2010 — 958.891 votos
Logo atrás aparece Garibaldi Alves Filho, com três vitórias:
1990 — 404.206 votos
2002 — 714.363 votos
2010 — 1.042.272 votos
Juntos, os dois conquistaram sete dos 16 mandatos senatoriais distribuídos nas urnas no período, ou 43,75%.
Os 16 mandatos conquistados desde 1982
A sequência completa dos eleitos é:
| Ano | Vagas | Eleitos | Votação |
| 1982 | 1 | Carlos Alberto de Souza | 304.138 |
| 1986 | 2 | José Agripino Maia | 426.869 |
| Lavoisier Maia | 408.510 | ||
| 1990 | 1 | Garibaldi Alves Filho | 404.206 |
| 1994 | 2 | Geraldo Melo | 441.707 |
| José Agripino Maia | 387.935 | ||
| 1998 | 1 | Fernando Bezerra | 539.199 |
| 2002 | 2 | Garibaldi Alves Filho | 714.363 |
| José Agripino Maia | 594.912 | ||
| 2006 | 1 | Rosalba Ciarlini | 645.869 |
| 2010 | 2 | Garibaldi Alves Filho | 1.042.272 |
| José Agripino Maia | 958.891 | ||
| 2014 | 1 | Fátima Bezerra | 808.055 |
| 2018 | 2 | Styvenson Valentim | 745.827 |
| Zenaide Maia | 660.315 | ||
| 2022 | 1 | Rogério Marinho | 708.351 |
Cinco eleições tiveram duas vagas
A diferença no número de eleitos decorre da própria composição do Senado.
O mandato de senador é de oito anos e a Casa é renovada alternadamente por um terço e dois terços.
No RN, desde 1982, seis eleições tiveram uma vaga:
1982, 1990, 1998, 2006, 2014 e 2022.
Outras cinco tiveram duas:
1986, 1994, 2002, 2010 e 2018.
Essa diferença também exige cuidado na leitura dos percentuais. Nas eleições de duas vagas, cada eleitor pode escolher dois candidatos, de modo que os percentuais não são diretamente comparáveis aos registrados nos pleitos de uma cadeira.
De Agripino e Garibaldi à renovação de 2018
A cronologia das urnas ajuda a visualizar diferentes ciclos da política potiguar.
Entre 1986 e 2010, José Agripino esteve entre os eleitos em quatro oportunidades. Garibaldi apareceu entre os vencedores três vezes entre 1990 e 2010.
Geraldo Melo, Fernando Bezerra e Rosalba Ciarlini também chegaram ao Senado nesse período.
A partir de 2014 começam mudanças importantes na composição da representação potiguar. Fátima Bezerra derrotou Wilma de Faria naquele ano.
Em 2018, Styvenson Valentim e Zenaide Maia ficaram com as duas cadeiras, enquanto Geraldo Melo e Garibaldi terminaram em terceiro e quarto lugares.
Em 2022, Rogério Marinho derrotou Carlos Eduardo Alves e Rafael Motta.
A fotografia resultante dessas quatro décadas mostra, portanto, tanto períodos de forte concentração em algumas lideranças quanto momentos de renovação.
De Carlos Alberto em 1982 a Rogério Marinho em 2022, as 11 eleições e os 16 mandatos distribuídos pelas urnas ajudam a contar não apenas a história da representação do Rio Grande do Norte em Brasília, mas também as mudanças ocorridas no próprio sistema político potiguar ao longo de 40 anos.
Confira os resultados completos:
1982 — uma vaga
| Pos. | Candidato | Partido | Votos | % | Situação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Carlos Alberto de Souza | PDS | 304.138 | 46,77% | Eleito |
| 2º | Roberto Brandão Furtado | PMDB | 128.811 | 19,81% | |
| 3º | Odilon Ribeiro Coutinho | PMDB | 123.769 | 19,03% | |
| 4º | Ulisses Bezerra Potiguar | PDS | 77.901 | 11,98% | |
| 5º | Olavo Lacerda Montenegro | PMDB | 12.243 | 1,88% | |
| 6º | Eliziel Barbosa da Silva | PT | 2.950 | 0,45% | |
| 7º | Pedro Francisco Inácio | PTB | 414 | 0,06% |
1986 — duas vagas
| Pos. | Candidato | Partido | Votos | % | Situação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | José Agripino Maia | PFL | 426.869 | 25,24% | Eleito |
| 2º | Lavoisier Maia Sobrinho | PDS | 408.510 | 24,15% | Eleito |
| 3º | José de Souza Martins Filho | PMDB | 395.449 | 23,38% | |
| 4º | Vigolino Wanderley Mariz | PMDB | 393.754 | 23,28% | |
| 5º | Henrique Miranda Sá Neto | PDT | 23.764 | 1,41% | |
| 6º | Moacyr Torres Duarte | PDS | 15.742 | 0,93% | |
| 7º | Laércio Bezerra de Melo | PSB | 11.046 | 0,65% | |
| 8º | Maria Nazaré Batista | PT | 8.968 | 0,53% | |
| 9º | Damião de França Pinheiro | PT | 7.123 | 0,42% |
Foi uma disputa extraordinariamente apertada: somente 33.115 votos separaram o primeiro do quarto colocado. Radar do Voto
1990 — uma vaga
| Pos. | Candidato | Partido | Votos | % | Situação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Garibaldi Alves Filho | PMDB | 404.206 | 52,02% | Eleito |
| 2º | Carlos Alberto de Souza | PFL | 329.793 | 42,44% | |
| 3º | José de Anchieta Ferreira Lopes | PCdoB | 42.991 | 5,53% |
1994 — duas vagas
| Pos. | Candidato | Partido | Votos | % | Situação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Geraldo Melo | PSDB | 441.707 | 27,72% | Eleito |
| 2º | José Agripino Maia | PFL | 387.935 | 24,34% | Eleito |
| 3º | Francisco Urbano Araújo Filho | PSDB | 310.746 | 19,50% | |
| 4º | Raimundo Fernandes | PL | 218.780 | 13,73% | |
| 5º | Salomão Gurgel | PSB | 74.835 | 4,70% | |
| 6º | Floriano Bezerra | PT | 61.047 | 3,83% | |
| 7º | Jorge Augusto de Castro | PT | 59.789 | 3,75% | |
| 8º | Hermano Paiva | PPS | 38.779 | 2,43% |
1998 — uma vaga
| Pos. | Candidato | Partido | Votos | % | Situação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Fernando Bezerra | PMDB | 539.199 | 52,34% | Eleito |
| 2º | Carlos Alberto | PSDB | 353.415 | 34,31% | |
| 3º | Hugo Manso | PT | 122.857 | 11,93% | |
| 4º | Sônia Godeiro | PSTU | 14.633 | 1,42% |
2002 — duas vagas
| Pos. | Candidato | Partido | Votos | % | Situação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Garibaldi Alves Filho | PMDB | 714.363 | 29,41% | Eleito |
| 2º | José Agripino Maia | PFL | 594.912 | 24,50% | Eleito |
| 3º | Geraldo Melo | PSDB | 479.723 | 19,75% | |
| 4º | Augusto Viveiros | PFL | 221.147 | 9,11% | |
| 5º | Hugo Manso | PT | 217.911 | 8,97% | |
| 6º | Marcelo Souza | PT | 118.438 | 4,88% | |
| 7º | Ismael Wanderley | PSB | 68.480 | 2,82% | |
| 8º | Maurisom | PRP | 6.697 | 0,28% | |
| 9º | Ana Célia | PSTU | 4.684 | 0,19% | |
| 10º | Fernando Antonio | PSTU | 2.341 | 0,10% |
2006 — uma vaga
| Pos. | Candidato | Partido | Votos | % | Situação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Rosalba Ciarlini | PFL | 645.869 | 44,18% | Eleita |
| 2º | Fernando Bezerra | PTB | 634.738 | 43,42% | |
| 3º | Geraldo Melo | PSDB | 155.608 | 10,65% | |
| 4º | Joanilson de Paula Rego | PSDC | 9.021 | 0,62% | |
| 5º | Simone Dutra | PSTU | 6.008 | 0,41% | |
| 6º | Augusto Maranhão | PTC | 4.603 | 0,31% | |
| 7º | Antonio Sotero | PSL | 4.013 | 0,27% | |
| 8º | Edgar | PCB | 1.912 | 0,13% |
Rosalba derrotou Fernando Bezerra por apenas 11.131 votos, uma das menores diferenças da série. Radar do Voto
2010 — duas vagas
| Pos. | Candidato | Partido | Votos | % | Situação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Garibaldi Alves Filho | PMDB | 1.042.272 | 35,03% | Eleito |
| 2º | José Agripino Maia | DEM | 958.891 | 32,23% | Eleito |
| 3º | Wilma de Faria | PSB | 651.358 | 21,89% | |
| 4º | Hugo Manso | PT | 224.125 | 7,53% | |
| 5º | Joanilson de Paula Rego | PSDC | 66.408 | 2,23% | |
| 6º | Sávio | PCdoB | 25.783 | 0,87% | |
| 7º | Ronaldo Garcia | PSOL | 6.639 | 0,22% |
Garibaldi estabeleceu o recorde absoluto da série: 1.042.272 votos. Radar do Voto
2014 — uma vaga
| Pos. | Candidato | Partido | Votos | % | Situação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Fátima Bezerra | PT | 808.055 | 54,84% | Eleita |
| 2º | Wilma de Faria | PSB | 636.896 | 43,23% | |
| 3º | Professor Lailson | PSOL | 15.164 | 1,03% | |
| 4º | Ana Célia | PSTU | 13.253 | 0,90% | |
| 5º | Roberto Ronconi | PSL | 0 | — |
Roberto Ronconi consta entre as cinco candidaturas, mas com votação zerada na totalização. Radar do Voto
2018 — duas vagas
| Pos. | Candidato | Partido | Votos | % | Situação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Styvenson Valentim | REDE | 745.827 | 25,63% | Eleito |
| 2º | Zenaide Maia | PHS | 660.315 | 22,69% | Eleita |
| 3º | Geraldo Melo | PSDB | 382.249 | 13,14% | |
| 4º | Garibaldi Alves Filho | MDB | 376.199 | 12,93% | |
| 5º | Antônio Jácome | Podemos | 307.399 | 10,57% | |
| 6º | Alexandre Motta | PT | 242.465 | 8,33% | |
| 7º | Magnólia Figueiredo | Solidariedade | 114.055 | 3,92% | |
| 8º | Telma Gurgel | PSOL | 23.846 | 0,82% | |
| 9º | Joanilson de Paula Rego | DC | 15.418 | 0,53% | |
| 10º | Levi Costa | PRTB | 14.709 | 0,51% | |
| 11º | Ana Célia | PSTU | 8.233 | 0,28% | |
| 12º | Professor Lailson | PSOL | 7.420 | 0,26% | |
| 13º | Napoleão | REDE | 7.166 | 0,25% | |
| 14º | João Morais | PSTU | 4.291 | 0,15% |
Aqui aparece uma das maiores mudanças da série: Geraldo Melo e Garibaldi, dois ex-governadores e ex-senadores, terminaram em terceiro e quarto, enquanto Styvenson e Zenaide conquistaram as cadeiras. Radar do Voto
2022 — uma vaga
| Pos. | Candidato | Partido | Votos | % | Situação |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Rogério Marinho | PL | 708.351 | 41,85% | Eleito |
| 2º | Carlos Eduardo Alves | PDT | 565.235 | 33,40% | |
| 3º | Rafael Motta | PSB | 385.275 | 22,76% | |
| 4º | Geraldo Pinho | Podemos | 10.000 | 0,59% | |
| 5º | Freitas Jr. | PSOL | 6.661 | 0,39% | |
| 6º | Veterinária Shirlei Medeiros | DC | 5.766 | 0,34% | |
| 7º | Pastor Silvestre | PMN | 4.024 | 0,24% | |
| 8º | Marcos do MLB | UP | 3.535 | 0,21% | |
| 9º | Dário Barbosa | PSTU | 3.072 | 0,18% | |
| 10º | Marcelo Guerreiro | PRTB | 590 | 0,03% |
