Decadência do RN está evidenciada pelo futebol

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O Rio Grande do Norte viveu momentos de pujança econômica nas décadas de 1990 e 2000 e o futebol refletiu isso. O Estado liderava pauta de exportação do petróleo em terra, fruticultura, camisetas, camarão e sal.

A economia do Estado ia bem.

No futebol o América chegou a primeira divisão em 1997, manteve-se em 98 e foi rebaixado no ano seguinte. O ABC esteve estabilizado na Série B a maior parte do tempo e o América voltou a subir em 2006.

O RN ganhou a Copa do Nordeste em 1998 com o América e o ABC foi vice-campeão em 2010. O alvinegro ainda conquistou a Série C em 2010, o único título nacional do nosso futebol.

Na Copa do Brasil, campanhas marcantes com Baraúnas em 2005 e ABC e América em 2014.

A Arena das Dunas seria o símbolo do crescimento do nosso futebol e após ela aconteceu exatamente o inverso, no ano da inauguração do estádio o América caiu para Série C e depois para a D. O ABC caiu para a terceira divisão em 2015, voltou no ano seguinte para a Série B para cair novamente após uma campanha pífia em 2017.

Agora o time do povo faz uma campanha vexatória na Série C, lutando para não cair. O América não consegue mais sair da quarta divisão e estuda se licenciar do futebol.

Em Mossoró a decadência vertiginosa da economia atinge em cheio o futebol. O Baraúnas subiu para a Série C em 2012 e hoje luta para reabrir as portas.

O futebol de Mossoró quando a economia da cidade ia bem conquistou os estaduais de 2004 e 2013 com o Potiguar e o certame de 2006 com o Baraúnas.

A economia de Mossoró e do RN em declínio com a redução de investimentos em áreas de infraestrutura e petrolífera deixou o futebol do Estado mais fraco enquanto vizinhos como Ceará que vão bem economicamente ocupam espaços importantes com seus dois principais clubes na Série A e o Ferroviário fazendo campanha importante na Série C.

Alagoas, que não enfrenta os problemas do RN, tem o CSA na primeira divisão e o CRB na segunda.

A decadência do futebol potiguar passar pela depressão econômica que entrou o nosso Estado e parece não ter previsão de sair.

Nada é por acaso.

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