Demissão de assessor provoca rompimento

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Na prática Luiz Carlos Martins (PT),  vice-prefeito de Mossoró, está rompido com o prefeito Francisco José Junior (PSD) há meses. Mas só ontem o fato consumado se tornou oficial.

Nas entrelinhas do final da carta o motivo que foi a gota d’água para o rompimento: “Por último, quero manifestar o meu irrestrito apoio e solidariedade à toda minha assessoria, que vem sendo vítima de retaliação pelo Executivo, o que se caracteriza em ato de absoluto desrespeito às prerrogativas e à autonomia de gestão que o Vice-Prefeito exerce constitucionalmente e sobre a qual, ao nosso entender não cabe ingerência unilateral do Chefe do Executivo. Ao incidir sobre as minhas prerrogativas, esquece o Senhor Prefeito de zelar pelas de si próprio, o que, aliás, reflete de forma velada o descompasso dos seus atos  com as reais necessidades da população e a sua opção em perpetuar uma agenda política reprodutora dos costumes e vícios que marcam a administração pública de Mossoró”.

O Blog do Barreto deu uma olhadinha no Jornal Oficial de Mossoró (JOM) e encontrou a Portaria 0710 de 11 de dezembro de 2015 cujo teor é: “O PREFEITO MUNICIPAL DE MOSSORÓ, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 78, inciso IX, da Lei Orgânica do Município de Mossoró, e nos termos da Lei Complementar nº 105, de 04 de julho de 2014; RESOLVE: Art. 1º – EXONERAR IBERO CRISTIANO PEREIRA HIPOLITO do Cargo em Comissão de Gerente Executivo Geral, Símbolo GEX, do exercício das atividades da Gerência Executiva Avançada de Planejamento, Administração e Finanças, com lotação no Gabinete do Vice-Prefeito“.

Trocando em miúdos, Ibero estava nomeado para um cargo da Prefeitura cedido para a Vice-Prefeitura. Ele é um dos auxiliares mais próximos à Luiz Carlos. Mais que isso: exerce muita influência sobre o vice-prefeito orientando qual deve ser a agenda e as decisões a serem tomadas.

Os problemas elencados na carta de rompimento toda Mossoró conhece e não é de hoje. Luiz Carlos vinha evitando oficializar o rompimento que na prática já existia por conta deste cargo.

Basta uma rápida olhada no http://www.portalluizcarlos.com.br. Logo após a exoneração, o tom das críticas ao prefeito subiram. Logo no dia seguinte, quando o JOM já circulava em Mossoró, a manchete “Sem obras em Mossoró, governador e prefeito “inauguram” Complexo do Abolição“. No dia seguinte outra manchete em clima de oposição declarada “Prefeito Silveira toma vaia do tamanho da procissão de santa luzia“.

O surgimento das vaias foi o “pulo do gato” para oficializar o rompimento. Uma decisão unilateral inédita na disciplinada vida partidária de Luiz Carlos.

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