Desconhecimento dos adversários sobre Mossoró ajuda Allyson a manter a narrativa que o pôs na liderança

Foto: divulgação

Faltam 29 dias para as eleições e ainda restam três debates. Até aqui, o ex-prefeito Allyson Bezerra (UB) cobrou muito a Cadu de Lula (PT) sobre a gestão de Fátima Bezerra (PT) à frente do Governo do Estado e a Álvaro Dias (PL) sobre a passagem dele pela Prefeitura de Natal.

Mas quase nada houve de contrapartida sobre a gestão dele em Mossoró.

Allyson tem sido muito atacado sobre a Operação Mederi e, em menor grau, sobre ter transformado a policlínica em hospital municipal que não abre nos fins de semana e no período noturno.

Nenhum questionamento sobre o colapso da odontologia na gestão de Allyson. Nenhuma pergunta clara sobre o sucateamento das UPAs (Álvaro passou algumas vezes sobre o assunto de forma superficial).

O crescimento do endividamento e outras questões também ficaram de lado. Já venho comentando que o eleitor que vota no ex-prefeito, que lidera as pesquisas, não o faz por considerá-lo honesto, mas por vê-lo como um bom gestor.

A impressão que fica é a de que os candidatos desconhecem Mossoró e não buscam se informar sobre o que aconteceu na cidade. Assim, Allyson emplaca a sua narrativa sem dificuldades.

Fala da entrega de fardamentos e kits escolares sem que ninguém mencione que seus antecessores também já faziam isso e que, na gestão dele, foram recorrentes as denúncias de mães afirmando que o material só chegava no meio do ano.

Enquanto martelam na Mederi, Allyson segue mantendo a narrativa que o pôs na liderança desde o início do processo eleitoral.