Quatro folhas de pagamento atrasadas pagas, redução dos índices de criminalidade e retorno da normalidade fiscal. Nada disso empolga o eleitorado do Rio Grande do Norte a dar uma alta popularidade a governadora Fátima Bezerra (PT).
Embora ela lidere as pesquisas com folga e vença todas as simulações de segundo turno com tranquilidade um dado é a pedra para quebrar o salto alto de qualquer petista iludido com uma vitória fácil em 2 de outubro: a baixa popularidade que vem se mantendo há um ano nas pesquisas.
Os números da virada de março para abril devem servir de sinal amarelo. O eleitor está dividido na hora de avaliar a governadora.
No Ipespe ela soma 29% de um ótimo/bom contra 31% de ruim péssimo. A avaliação regular é predominante: 36%. A intenção de voto nela é de 39% enquanto 43% dizem que não votam na petista de jeito nenhum.
Na pesquisa Seta a aprovação e desaprovação estão numericamente empatadas com 44%.
Já no TS2 ela soma 32% de ótimo/bom contra 31% de ruim/péssimo e índice regular alcança 32%. Arredondando é um terço pra cada nível de satisfação. A provação é de 46% e a desaprovação de 43%, configurando em um empate técnico.
A média das pesquisas divulgadas no últimos dias deu a Fátima uma vantagem de 8,7% sobre a soma de todos os adversários, o que lhe garante uma vitória no primeiro turno, mas a campanha começando a situação tende a mudar e ela tem um flanco muito aberto para permitir o crescimento de quem conseguir polarizar com ela.
Há quem compare a situação com a enfrentada por Rosalba Ciarlini em Mossoró nas eleições de 2020.
Há semelhança no quesito liderança com baixa aprovação. Mas há variáveis que mostram que não necessariamente a história se repetirá. Rosalba era uma prefeita de quarto mandato sem ter o que mostrar e não tinha a seu favor um puxador de voto como Lula. A eleição municipal é bem mais descolada dos fatores nacionais do que uma estadual com perfil nacionalizada como a deste ano.
Ainda assim esse exemplo não deve ser desconsiderado.
O sinal amarelo está aceso e a vantagem de hoje está longe de indicar uma vitória tranquila de Fátima.
Reeleição é sempre plebiscitária. O eleitor está dividido em relação à Fátima, mas também não vê a menor graça na oferta de nomes da oposição.
