Nos últimos dias o debate sobre a questão fiscal no Rio Grande do Norte assumiu protagonismo colocando o Governo de Fátima Bezerra (PT) na berlinda após a revelação de uma dívida de R$ 3,7 bilhões.
Logo pipocaram manchetes alardeando que a petista quebrou o Estado com os candidatos de oposição explorando o assunto.
Mas como os candidatos de oposição se saíram ou estão se saindo na função de gestores?
A resposta vai te surpreender.
Os principais candidatos ao Governo do RN passaram os últimos anos gerindo as contas pública seja como prefeito de Natal como Álvaro Dias (Republicanos) entre 2018 e 2024 ou de Mossoró como Allyson Bezerra (UB) desde 2021. Além disso, o secretário estadual da fazenda Cadu Xavier (PT) gere as finanças do Estado desde 2019.

Cadu, mesmo na berlinda no noticiário, é quem menos aumentou as dívidas como gestor. Seja financeira seja a consolidada com precatórios gerados por gestões anteriores.
Em 2018, o ex-governador Robinson Faria entrou o Estado a Fátima com uma dívida financeira de R$ 3,3 bilhões. No final de 2025, essa dívida estava em R$ 3,7 bilhões. A diferença é que o rombo não acompanhou a evolução da receita corrente liquida. Assim, se em 2018 era equivalente a 36,77% das receitas, em 2025 ficou em 19,06%, uma redução de 17,7 pontos percentuais.
Já a dívida que inclui precatórios oscilou de 44,9% para 46,41% em relação a receita corrente liquida, uma variação de 1,51 ponto percentual.
Já Álvaro Dias quando assumiu a Prefeitura de Natal a dívida era de R$ 502 milhões (2018) e saltou para mais de R$ 1,2 bilhão (2024), mas a variação em relação a receita corrente líquida foi de 18,6% para 22,6%, uma alta de quatro pontos percentuais.

O campeão do endividamento entre os pré-candidatos ao Governo é Allyson. Ele fez a dívida subir de R$ 233 milhões para R$ 610 milhões, saindo de 33,8% da receita corrente líquida para 44,1%, uma alta de 10,3 pontos percentuais.
Enquanto o Estado parece ter conseguido ‘diluir’ sua dívida dentro de um orçamento maior, as duas maiores prefeituras do RN seguiram o caminho oposto, aumentando a dependência de crédito e o comprometimento das receitas futuras.
Hoje eles são pré-candidatos apontando o dedo para Fátima e Cadu.
