É a eficácia da estratégia de Allyson para segurar o voto lulista que vai definir se o eleitor vai reproduzir a polarização no RN

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A estratégia do ex-prefeito Allyson Bezerra (UB) é clara: transmitir emoção nas redes sociais, bater duro no governo de Fátima Bezerra (PT) e evitar polêmicas com os eleitores lulistas e bolsonaristas. Sobretudo com o primeiro grupo que, embora majoritário no Estado, é menos engajado que o segundo.

Até aqui, tem sido o suficiente para manter a dianteira na maioria das pesquisas, mas desde dezembro Allyson não avança nelas. Na virada do ano, ele orbitava na faixa dos 40%. Agora, já gira em torno dos 35%.

O eleitor bolsonarista já identificou que o candidato do seu campo é o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL). O lulista ainda não tem essa percepção muito clara, justamente pelo fato de o ex-secretário estadual de Planejamento, Cadu Xavier (PT), ser o menos conhecido entre os três principais pré-candidatos.

Com base na pesquisa Seta, é possível afirmar que 70% dos eleitores de Allyson são lulistas. Metade desse público aprova o governo de Fátima e, pela lógica, tende a ser mais sensível aos apelos do presidente Lula da Silva (PT) para votar no candidato dele ao Governo do Estado.

Se a estratégia de Allyson for eficaz, no dia 4 de outubro ele terá conseguido evitar que a polarização nacional se reproduza no RN.