O prefeito Allyson Bezerra (SD) foi eleito prefeito em 2020 com a imagem de jovem deputado estadual que veio do movimento sindical, no caso ele esteve à frente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior (Sintest/Ufersa).
Allyson recebeu um voto de confiança dos servidores, inclusive os da esquerda, que fizeram voto útil para derrotar a então prefeita Rosalba Ciarlini (PP), famosa pelos conflitos com os trabalhadores.
No meio do terceiro ano do mandato, Allyson chega em confronto com os servidores. Há focos de insatisfação entre os guardas municipais, a greve dos professores terminou da pior forma possível e agora o prefeito decide retirar uma série de direitos (saiba mais AQUI).
Vou pinçar aqui pontos que tratam da relação do servidor com as doenças. Enquanto o mundo discute a síndrome de burnout, Allyson escolhe ir na contramão demonstrando desconfiança dos servidores que pedem licença.
Se hoje a licença médica sem atestado tem carência de 30 dias para passar pela junta médica, o prefeito quer diminuir para três. Se hoje um servidor tem 90 dias para se afastar para cuidar de um familiar doente, o prefeito quer reduzir para 60.
Se o Supremo Tribunal Federal (STF) manda reduzir em 50% a carga horária dos servidores pais de autistas, o prefeito quer só 25%.
O Projeto de Lei 17/2023 que vai ser votado amanhã na Câmara Municipal passa uma mensagem muito ruim. É como se o prefeito duvidasse da boa-fé dos servidores. Allyson não ganha nada com esse projeto a não ser a fama de quem persegue os trabalhadores que a oposição está tentando carimbar em sua testa.
O prefeito escolheu desconfiar do servidor num direito que ninguém exercer, mas todos nós temos: o de adoecer.
