Eleição indireta do sucessor de Fátima pode ser “Cavalo de Tróia” para a oposição

Foto: Joana Lima

Numa eleição para o executivo pesa muito a avaliação do gestor da ocasião seja para ser reeleito, seja para fazer o sucessor.

Mas no Rio Grande do Norte está se construindo um cenário único na história recente do Estado em que o vice-governador de uma governadora reeleita, se recusa a assumir o cargo.

Walter Alves (MDB) não vai substituir Fátima Bezerra e ela não abre mão de disputar o Senado.

Com isso, a solução será realizar uma eleição indireta para o Governo do Estado. A tendência é que um nome não alinhado com Fátima Bezerra seja escolhido.

A direita voltaria ao poder.

Aí a comparação seria inevitável.

Com a direita na Governadoria, algumas medidas impopulares seriam tomadas e há o risco de índices de segurança, econômicos e sociais piorarem, dando ao eleitor a sensação de que o PT no poder era melhor.

Essa vitória da oposição pode se tornar um “Cavalo de Tróia” para ela mesma.