Empresa se manifesta sobre operação e alega que PF encontrou valores menores que o noticiado

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A defesa da empresa DISMED e de seu proprietário, Oseas Monthalggan Fernandes Costa, emitiu uma nota oficial à imprensa para esclarecer os fatos relacionados a Operação Mederi e contestar informações veiculadas sobre a investigação.

O documento, assinado pelo advogado Rodrigo de Oliveira Carvalho, busca desconstruir a narrativa de práticas ilícitas e reafirmar a legalidade das operações da distribuidora no mercado farmacêutico potiguar

A nota enfatiza que a DISMED possui uma trajetória de 18 anos de atuação contínua no comércio atacadista de medicamentos alegando a empresa exerce atividade lícita e devidamente fiscalizada, é amplamente reconhecida no mercado e não possui histórico de irregularidades em quase duas décadas de funcionamento.

Contestação

Um dos pontos centrais da nota é a retificação dos valores que teriam sido encontrados durante as buscas. A defesa nega veementemente a existência de “cifras milionárias” em posse de Oseas ou na sede da empresa.

De acordo com o comunicado, o valor apreendido foi de aproximadamente R$ 52 mil. A defesa sustenta que o numerário é fruto direto da atividade comercial lícita e compatível com o setor farmacêutico sem constituir indício de crime.

Diálogos

Quanto às suspeitas baseadas em interceptações ou mensagens, a defesa adotou uma postura cautelar. Foi informado que os advogados ainda aguardam o acesso integral aos autos do processo para realizar uma análise técnica sobre a existência, o contexto e a legalidade de supostos diálogos envolvendo terceiras pessoas.

“A defesa acompanha os fatos com responsabilidade e serenidade, confiante de que o esclarecimento técnico e documental demonstrará a inexistência de qualquer conduta criminosa”, afirma o comunicado.

Ao final, a DISMED reafirmou seu respeito às instituições e ao devido processo legal, apelando para que as apurações sigam com equilíbrio e respeito à presunção de inocência.