No dia 3 de dezembro do ano passado a Polícia Civil desbaratou uma quadrilha que estava desviando hormônio do crescimento na Operação GH-404 numa referência ao código de erro da Internet.
Dali a pouco mais de 50 dias, a Polícia Federal bateria a porta do prefeito Allyson Bezerra (UB) sob a suspeita de que ele teria cobrado uma propina de 15% num contrato de venda de medicamentos.
Allyson alegou ter transparência na gestão e acusou o governo de Fátima Bezerra (PT) de não ter o mesmo zelo que ele sendo que as duas gestões usam o mesmo sistema do Ministério da Sáude, o Hórus, para controle de estoque.
Se no caso de Allyson, a gestão dele não percebeu o que a Controladoria Geral da União (CGU) e a Polícia Federal perceberam (compra de medicamentos que não chegavam nas casas dos mossoroenese), o Governo do Estado conseguiu perceber que havia algo de errado e tomou a frente nas investigações.
Vamos ao que aconteceu no ano passado.
Primeiro é preciso entender que a Unicat tem um serviço de atendimento a população chamado Componente Especializado na Assistência Farmacêutica (CEAF) que tem o objetivo de ampliar o acesso a população a tratamento especializados de doenças crônicas.
No início de 2025, foi observado que uma mãe que retiravam o somatropina (hormônio do crescimento) usada como anabolizante para acelerar crescimento muscular constavam como já tendo pegado o medicamento no sistema sendo que ela não tinha recebido. A mãe não reconheceu a assinatura, foi comparada as assinaturas e percebida a diferença.
Em seguida aconteceu um segundo caso que acendeu um sinal vermelho e em seguida foram identificados outros seis casos de pacientes que não reconhecido a assinatura.
Foi identificado que estavam usando a assinatura de um servidor que alegou falsificação. Foi aberta uma investigação interna e implantada uma mudança de fluxo na entrega dos medicamentos. O secretário estadual de saúde Alexandre Motta foi comunicado e orientou a equipe a tomar todas as providências para uma investigação célere e eficaz.
Após um processo conduzido internamente, a Polícia Civil foi informada e abriu um inquérito para investigar, o que resultou na operação do dia 3 de dezembro.
A operação resultou no afastamento de três servidores de carreira que estavam na Unicat há mais de três anos. Os servidores que denunciaram o esquema também eram servidores de carreira.
Essa foi a diferença entre as duas operações envolvendo recursos na saúde no RN.