Ontem o Blog do Barreto levantou o debate sobre o Plano Diretor de Mossoró relatando que a proposta enviada pelo ex-prefeito Allyson Bezerra (UB) iria prejudicar o retorno dos voos comerciais no Aeroporto Dix-sept Rosado e a faixa 1 do Minha Casa Minha Vida, justamente a que atende os mais pobres.
Mas como assim?
Pela proposta enviada por Allyson, a altura permitida para construção de prédios no entorno do aeroporto passa de 80 metros para 125 metros, o que altera totalmente a configuração do cone e planejamento aeroespacial da cidade.
Isso inviabiliza os voos comerciais de porte maior na cidade. A Infraero está investindo R$ 70 milhões para tornar viável o retorno destes voos e há negociações com a Azul e a Gol, para prestar serviços em Mossoró.
A Infraero está discutindo a alteração da proposta com os vereadores e o novo prefeito, Marcos Medeiros (PSD).
Sobre o Minha Casa Minha Vida, os terrenos nas áreas onde se permite fazer loteamentos seria reduzida, prejudicando o surgimento de novas obras de expansão da cidade nas saídas para Areia Branca, Upanema, Governador Dix-sept Rosado e no entorno do Nova Mossoró. Com a redução do mapa do plano diretor, esses terrenos ficariam inviabilizados.
Isso beneficia apenas cinco empresários que seriam beneficiados com a lei da oferta e da procura, fazendo os preços dos lotes dispararem de R$ 25 mil para R$ 45 mil, inclusive esse último valor já é praticado em algumas áreas sob a alegação de serem obras de “melhor qualidade”.
O Blog do Barreto conversou com um especialista que explicou que explicou que a lógica é expandir o plano e não reduzir e que Natal há 20 anos reduziu e a consequência foi a expansão de cidades vizinhas como Macaíba e Extremoz.
A aprovação do Plano Diretor vai atrasar as obras em curso e prejudicar quem constrói para a faixa 1 e inviabilizar as vendas por causa do aumento dos preços.
As mudanças vão provocar uma onda de especulação imobiliária.