Exemplos da Bahia e Ceará mostram que Cadu tem lastro para crescer

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A pesquisa Seta que trouxe queda de 3,5 ponto percentual nas intenções de voto do secretário estadual da fazenda Cadu Xavier (PT) e um tombo de 11 pontos percentuais na popularidade do presidente Lula no Estado é um sinal amarelo como alertei em análise ontem.

Mas há um alento que grita segurando a luz no fim do túnel da história: os exemplos da Bahia e do Ceará nas eleições de 2022.

No Ceará Elmano de Freitas foi alçado candidato ao Governo do Estado de última hora após o rompimento da parceria entre Ciro Gomes e o PT.

Conhecido, por ser deputado estadual e candidato a prefeito e ter disputado as prefeituras de Fortaleza e Caucaia, Elmano iniciou a disputa com 17,7% das intenções de votos. Ele entrou na disputa em terceiro lugar num cenário em que Capitão Wagner liderava com 40,1%.

No dia 2 de outubro Elmano foi eleito no primeiro turno com 53,68%.

O caso de Jerônimo Rodrigues é ainda mais emblemático.

Ele começou o ano eleitoral com menos de 10% de intenções de votos evoluiu lentamente e em agosto de 2022 estava fadado a uma derrota acachapante quando registrava 13% contra 56% de ACM Neto.

No fim do primeiro turno Jerônimo se cacifou como favorito com 49,45% dos votos contra a 40,80% de ACM Neto. A vitória foi confirmada no segundo turno por 52,79% dos votos válidos contra 47,46% do adversário.

O caso da Bahia é ainda mais emblemático porque como Cadu, Jerônimo nunca tinha disputado eleições.

São duas histórias que servem de exemplo para Cadu.

O que preocupa?

O fator Lula é fundamental para Cadu, mas o presidente teve uma surpreendente oscilação negativa de 11 pontos entre dezembro e março. Além disso, a governadora Fátima Bezerra (PT), madrinha política do secretário, ainda está impopular.

Há tempo e meios para reverter a situação.